terça-feira, 14 de julho de 2020

Elevação do nível das águas volta a preocupar os moradores das Ilhas

Caso mais grave é de quem mora na avenida Nossa Senhora Aparecida e na rua João Inácio da Silveira

Enchentes seguem nas Ilhas

A elevação do nível das águas, em função da presença do vento Sul, voltou a preocupar os moradores da ilhas do Arquipélago que seguem com suas casas alagadas. O caso mais grave é de quem mora na avenida Nossa Senhora Aparecida e na rua João Inácio da Silveira, na Ilha Grande dos Marinheiros. O motorista João Marcos Rosa afirmou que o vento fez com que o local voltasse a ficar com muita água. "Na segunda-feira, estava quase seco. No entanto, na madrugada de tudo mudou muito rápido", explicou o jovem, que saiu de casa com água pelos joelhos.
O casal Daniele e Adão Martins percorreu a avenida Nossa Senhora Aparecida de barco. "Ficamos em alerta com a elevação das águas e decidimos colocar os móveis para o alto", ressaltou Adão. O jovem Luciano da Silva, 17 anos, decidiu improvisar e circulou pela via completamente alagada em um "barco" de isopor de aproximadamente dois metros de comprimento.
Já na rua João Inácio da Silveira,o aposentado Gerson da Silva disse ter ficado impressionado com o aumento da água. "O pátio estava praticamente seco na segunda-feira e agora está nesta situação de inundação de novo", destacou. O pátio da casa, onde moram seis pessoas, virou uma extensão do Canal Furado Grande. As cinco peças da residência de Gerson da Silva foram tomadas pela água. Móveis como geladeira, fogão, máquina  de lavar e televisão foram colocados  para o alto.
Na Ilha da Pintada, próximo da Colônia de Pescadores Z5, a avenida Nossa Senhora da Boa Viagem permanecia alagada. Um grupo de moradores cruzava a via de bicicleta ou a pé - neste caso usando botas. Na medição feita na manhã de terça-feira na Estação Cais Mauá no Canal Navegantes, o nível do Guaíba estava em 2,39 metros. A Defesa Civil de Porto Alegre segue em constante monitoramento do Guaíba. Os níveis de atenção vão de 2,01 a 2,49 metros, de alerta de 2,50 m a 2,99 metros, e crítico acima de três metros, quando é necessário o fechamento das comportas do Sistema de Proteção Contra Inundações.
O abrigo emergencial da prefeitura, montado na escola estadual Alvarenga Peixoto, na Ilha Grande dos Marinheiros, continuava com seis famílias (15 pessoas) abrigadas. Elas chegaram ao local na noite de sábado quando tiveram as moradias alagadas. Equipes da Defesa Civil e da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc) estão no abrigo 24 horas acolhendo os moradores. Na estrutura, é respeitado o distanciamento social em função da Covid-19. Uma equipe da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) esteve na escola e realizou uma avaliação das condições das famílias.
Correio do Povo

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