terça-feira, 15 de outubro de 2019

Deputados do PSL respondem ao STF e buscam acelerar votação de PEC da 2ª instância

Medida também faz parte do pacote anticrime de Sergio Moro

O texto que será levado à votação é do deputado Alex Manente (Cidadania-SP)

O texto que será levado à votação é do deputado Alex Manente (Cidadania-SP) | Foto: Pablo Valadares / Câmara dos Deputados / CP

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Em resposta ao Supremo Tribunal Federal, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara decidiu acelerar a votação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a prisão após condenação em 2ª instância. A manobra foi comandada por deputados do PSL, que integram a chamada "bancada lava-jatista".

O texto que será levado à votação é do deputado Alex Manente (Cidadania-SP), apresentado no ano passado, mas que não chegou a ser analisado desde então. A relatora da proposta, deputada Carolina de Toni (PSL-SC) deve apresentar seu parecer nesta segunda-feira e a intenção é tentar votá-lo no mesmo dia. "A sociedade cobrava uma resposta e nós, do PSL, estamos dando", afirmou o líder do partido na Câmara, Delegado Waldir (GO).

A prisão após condenação em segunda instância também faz parte do pacote anticrime proposto pelo ministro da Justiça, Sergio Moro, no início do ano. A medida, porém, foi rejeitada em agosto por deputados do grupo de trabalho que analisa o projeto do ex-juiz da Lava Jato na Câmara. Na ocasião, parlamentares argumentaram que a mudança só poderia ocorrer por uma mudança constitucional, via PEC, e não por projeto.

Após a derrota de Moro no colegiado, o presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR) ressuscitou a PEC de Manente apresentada no ano passado e definiu a colega de partido como relatora. O acordo, porém, era começar a votá-la apenas após o fim da análise do pacote anticrime no grupo de trabalho. "Não deixaremos que estratégias espúrias deixem a população insegura", afirmou Francischini. Na Câmara, porém, deputados veem como remotas as chances de a proposta avançar antes do fim do julgamento do STF. Isso porque a oposição, capitaneada pelo PT, deve pedir mais tempo para analisar o relatório de Carolina de Toni e adiar a votação.


Agência Estado e Correio do Povo

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