sábado, 10 de novembro de 2018

"No Brasil tem direito para tudo, só não tem emprego", diz Bolsonaro

Presidente eleito sinalizou a intenção de estabelecer acordos com países interessados na exploração da Amazônia

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Bolsonaro defendeu que com hotéis em áreas protegidas, os locais estariam preservados | Foto: Evaristo Sa / AFP / CP

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) voltou a defender o "turismo associado ao meio ambiente", como forma de preservação. Pelo Twitter, ele sinalizou que a preservação, da forma como é feita hoje, trava o desenvolvimento econômico. "O turismo associado ao meio ambiente é uma ótima fórmula comprovada para a preservação. A alegação do intocável age em prol de pequenos grupos, suga a mente de inocentes, enche o bolso de poucos e domina a grande maioria envolvida, travando o verdadeiro desenvolvimento!", afirmou na rede social.



Na sexta-feira, em transmissão ao vivo no Facebook, ele já havia sugerido que o turismo em áreas protegidas impede que esses locais sejam abandonados. E defendeu que, com hotéis em áreas protegidas, esses locais estariam preservados. Além disso, emendou que a forma de preservação adotada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) é "xiita".

Bolsonaro sinalizou, ainda, a intenção de fazer acordos com alguns países - sem deixar claro quais - para explorar a Amazônia. Sempre reiterando o discurso de que a exploração e as medidas de preservação devem ser feitas "sem viés ideológico".

Direitos trabalhistas

Jair Bolsonaro disse que é preciso aprovar a Reforma da Previdência e rever alguns direitos trabalhistas para garantir o aumento no número de ofertas de emprego no país. "Aqui no Brasil, o país dos direitos, tem direito para tudo, só não tem emprego".

No entanto, o presidente eleito afirmou que não vai retirar os direitos trabalhistas garantidos pela Constituição. "Nós queremos destravar a economia".

Aumento do Judiciário

O presidente eleito rebateu as críticas de que o aumento dos salários do Judiciário é a primeira derrota do governo dele. De acordo com Bolsonaro, ele ainda não é presidente e que esses comentários são para criar "problemas junto as instituições".

"Estão colocando na minha conta o reajuste do Judiciário, como se eu tivesse poderes para impedir. Eu dei a minha opinião, que era inoportuno, mas a decisão não é minha, a decisão é do presidente Michel Temer (MDB)".

Reforma da Previdência

Sobre a Reforma da Prevdiência, Bolsonaro disse que seria um “absurdo” aumentar a contribuição previdenciária, mas reafirmou que pretende votar a Reforma da Previdência. "Queremos a reforma previdenciária, mas não como está aí".


Agência Estado, R7 e Correio do Povo


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