Os depoimentos prestados à Polícia Federal (PF) pelo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e pelo ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, apresentaram divergências, segundo interlocutores do gabinete do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Caso as contradições sejam confirmadas, a PF poderá realizar uma acareação entre os dois e o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos.
📌 Depoimentos
Vorcaro foi ouvido primeiro, em sessão que durou cerca de duas horas e meia.
Em seguida, prestou depoimento Paulo Henrique Costa.
O terceiro a ser ouvido foi Ailton de Aquino Santos. As oitivas foram acompanhadas por um juiz auxiliar do gabinete de Toffoli.
⚖️ Divergência sobre procedimentos
Antes das oitivas, houve discordância sobre o rito a ser seguido. A delegada responsável havia anunciado que seria realizada a acareação, conforme decisão inicial de Toffoli. As defesas, porém, questionaram se não deveriam ocorrer primeiro os depoimentos, como informado pela Secretaria de Comunicação do STF. O ministro foi acionado por telefone e autorizou a coleta dos depoimentos.
Na semana anterior, Toffoli havia determinado a acareação. Contudo, na segunda-feira, o STF informou que os depoimentos seriam colhidos primeiro e que a PF avaliaria a necessidade de confrontar as versões. A Corte não detalhou por que esse novo trâmite seria adotado, mantendo o caso em sigilo.
📊 Contexto da investigação
Os três foram chamados porque Vorcaro tentou vender o Banco Master ao BRB, operação vetada pelo Banco Central em setembro. Dois meses depois, Vorcaro foi preso e o BC decretou a liquidação do banco, em meio a suspeitas de operações fraudulentas estimadas em R$ 12 bilhões.
A investigação começou na Justiça Federal de Brasília, mas foi remetida ao STF por determinação de Toffoli, após a PF encontrar um documento que citava uma negociação imobiliária de Vorcaro com um deputado federal.
📌 Posição de Toffoli
No sábado, Toffoli esclareceu que Ailton de Aquino Santos não é investigado no caso, atendendo a pedido do Banco Central. Ressaltou, porém, que a investigação “tange a atuação da autoridade reguladora nacional”. Na semana passada, o ministro também negou pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para cancelar a acareação.
Fonte: O Globo
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