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Mostrando postagens de novembro, 2004

O amigo ''velho''

O competente professor de jornalismo da ULBRA, Luiz Artur Ferraretto lançou o livro “Rádio no Rio Grande do Sul”. Abrange os anos 20, 30 e 40 e muito bem pesquisadas. Numa delas, a participação de Érico Veríssimo em pioneiro programa infantil. Valendo-se do depoimento de Maurício Rosemblatt, grande amigo de Érico Ferraretto conta que o escritor saia correndo da Livraria do Globo, subia a Borges de Medeiros e as escadarias do viaduto e chegava ao microfone da PRH-2, da Rádio Farroupilha, onde improvisava histórias para as crianças que apinhavam o estúdio da emissora. Érico era o “amigo Velho” w a gurizada formava o “Clube Os 3 Porquinhos”. Sucesso absoluto. Em 1937, porém, o Estado Novo, quis submeter à censura as inocentes histórias. Érico, sempre altaneiro e independente, recusou, tirando-o do ar. Fonte: Flávio Alcaraz Gomes, Correio do Povo, página 4 de 17 de novembro de 2004.

Uma homenagem ao mestre Salvador Dalí

O Centro Cultural Brasil Espanha, a Embaixada da Espanha no Brasil e a Agência Espanhola de Cooperação Internacional Salvador Dalí, através da mostra “Dalí por artistas daqui”. A exposição pode ser visitada até 23 de novembro, de segunda a quinta, das 14h às 19h, na rua Felipe Camarão, 71. São 92 artistas, entre eles Zorávia Battiol, Mbel Fontana, Estelita Branco, Eunice Lima, Fátima Siqueira Borges, Marilice Costi, Lecia Maria Bohne Eduardo Rangel Baptista, que procuram retratar um pouco do magnífico artista espanhol, um dos mais conhecidos do século XX. Nascido em 1904, na cidade catalã de Figueires, Dalí foi atraído pelo surrealismo a partir de 1927. O movimento, que iniciou em Paris, tinha sido influenciado pelas teorias de Freud. Dalí criava obras ditadas pelo inconsciente através do sonho e, de 1929 a 1939, pintou suas obras mais famosas. Salvador Dalí faleceu em 20 de janeiro de 1989, aos 84 anos de idade e seu corpo embalsamado está enterrado em uma tumba sob a cúpula do Museu...

Terra sem História, por Voltaire Schilling*

“ a partida para o Alto Parus é ainda o meu maior, o meu mais belo e mais arrojado ideal. Estou pronto à primeira voz. Partirei sem temores... nada me demoverá de um tal propósito” Euclides da Cunha, Carta de Guarujá 6/7/1904. O primeiro encontro dos dois, de Euclides da Cunha com o Barão do Rio Branco, deu-se no palacete Westfália, em Petrópolis, em julho de 1904. Local para onde o chanceler se retirava em descanso. Quem levou o escrito até a presença do Juca Paranhos, como o barão era conhecido em moço, foi um diplomata, Domício da Gama, por igual um intelectual. Apesar da timidez, dele, de Euclides da Cunha, frente a Rio Branco, àquela altura um verdadeiro monumento nacional, os dois conversaram por cinco horas. O escritor só se viu liberado às duas da madrugada. Ambos estavam no auge da fama, Euclides, com a publicação de Os Sertões, em 1902, denunciara a guerra do governo brasileiro contra os caboclos da Bahia; o outro, pelo Tratado de Petrópolis, de 1903, evitara que os caboclo...

Presídio Central / Acredite ou não

Na bela obra “Os viajantes olham Porto Alegre”, de Sérgio da Costa Franco e Valter Antônio Noal, o alemão Victor W. Esche, que aqui esteve provavelmente em 1888, descreve nossos principais prédios e se admira, dizendo que “... o estrangeiro fica particularmente comovido pelo fato de ser o presídio a construção mais luxuosa da cidade e também a de maior bom gosto, construído em estilo de castelo, cercado externamente por altos muros. Quanto aos presidiários, 'para um alemão acostumado à disciplina militar', é um espetáculo engraçado vê-los perambulando pelas ruas da cidade em seus trajes de presídio, com as correntes tilintando e desaparecerem dentro de um botequim, enquanto o policial que está vigiando, se não for convidado, espera pacientemente à porta, até o sr. Prisioneiro se fortaleça suficientemente”. Fonte: Flávio Alcaraz Gomes, Correio do Povo, página 4 de 4 de novembro de 2004.

Santa Catarina desenvolve maçã resistente

Resistente ao frio no período de brotação, uma nova variedade de maçã, a castel gala, já estará no mercado em janeiro de 2006. A cultivar, lançada em junho durante o Enfrute, em Fraiburgo (SC), vem sendo desenvolvida há cinco anos pelo agrônomo Jânio Seccon, de Monte Castelo (SC). Em convênio com a Epagri, as mudas são multiplicadas para preparar a venda. “A vantagem é que a gala standart exige 700 horas de frio para brotar enquanto essa requer 400 horas, podendo ser plantada em regiões mais quentes.” Com isso, os frutos podem ser colhidos até quatro semanas antes da variedade convencional, período em que o mercado oferta somente produção do ano anterior, armazenadas em câmaras frias. “Em geral, maçãs recém-colhidas e comercializadas do Natal ao final de janeiro têm preços maiores que os obtidos a partir da colheita da gala, de fevereiro em diante”, explica o técnico agrícola da Epagri de Monte Castelo, Pedro Cardoso. A castel gala tem origem numa mutação genética natural da planta. S...