A vice-presidente Delcy Rodríguez foi empossada nesta segunda-feira (5) como presidente interina da Venezuela, após a captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, em operação militar dos Estados Unidos. A decisão foi determinada pela Suprema Corte venezuelana, que estabeleceu mandato inicial de 90 dias, prorrogáveis.
Durante o juramento, Rodríguez declarou:
“Venho com dor pelo sequestro de dois heróis que temos como reféns nos Estados Unidos. Venho também com honra jurar em nome de todos os venezuelanos.”
📌 Trajetória e formação
Nome completo: Delcy Eloína Rodríguez Gómez, 56 anos.
Formação: Direito pela Universidade Central da Venezuela (UCV), pós-graduação em Direito Social na Universidade de Paris e mestrado em Política Social pela Universidade de Birkbeck, em Londres.
Carreira política:
Chefe de gabinete de Hugo Chávez (2006).
Ministra da Comunicação e Informação (2013).
Ministra das Relações Exteriores (2014–2017), responsável pela saída da Venezuela da OEA.
Presidente da Assembleia Nacional Constituinte (2017–2018).
Vice-presidente da Venezuela (2018).
Ministra da Economia e presidente da PDVSA (2024).
Rodríguez é considerada um dos principais quadros do chavismo e irmã de Jorge Rodríguez, atual presidente da Assembleia Nacional e figura influente da Revolução Bolivariana.
🏛️ Contexto histórico e familiar
Delcy nasceu em Caracas, filha de Jorge Antonio Rodríguez, militante marxista assassinado em 1976 pela polícia política do regime de Punto Fijo. A trajetória familiar reforçou sua ligação com a esquerda revolucionária venezuelana.
⚖️ Avaliação de especialistas
A professora Carla Ferreira, da UFRJ, destacou que Rodríguez sempre integrou o núcleo duro do chavismo:
“Ela é o quadro venezuelano mais qualificado na atualidade, com sólida formação teórica e política.”
Segundo Ferreira, Delcy e seu irmão Jorge estiveram à frente dos principais embates da Venezuela nos últimos 25 anos.
🌍 Reações internacionais e ameaças
Logo após assumir, Rodríguez foi alvo de declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que exigiu acesso total ao petróleo venezuelano:
“Se ela não fizer o que é certo, pagará um preço muito alto, provavelmente maior do que Maduro.”
Em resposta, Rodríguez afirmou em pronunciamento nacional:
“Jamais seremos escravos, jamais seremos colônia de qualquer império.”
Especialistas avaliam que a narrativa de que Delcy estaria se submetendo a Washington faz parte de uma estratégia de desinformação para enfraquecer o apoio interno ao chavismo.
Fonte: Correio do Povo

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