A safra gaúcha de milho 2025/2026 deverá registrar uma queda entre 15% e 20% em relação às expectativas iniciais, mas ainda assim caminha para uma colheita considerada positiva. A avaliação é do presidente da Associação dos Produtores de Milho do Rio Grande do Sul (Apromilho-RS), Ricardo Meneghetti, que atribui a redução ao período de 20 a 25 dias sem chuvas, entre novembro e dezembro, justamente na fase de florescimento da cultura.
🌽 Expectativas iniciais
A Apromilho-RS projetava cerca de 5,2 milhões de toneladas.
A Emater/RS-Ascar estimava 5,789 milhões de toneladas, em uma área de 785.030 hectares, com produtividade média de 7.370 kg/ha.
🌦️ Impacto da estiagem
Segundo Meneghetti, a safra começou bem, com boas condições de umidade, mas a falta de chuvas no período crítico comprometeu parte da produção.
“Pegou a lavoura no florescimento, justamente na época em que o milho mais precisa de umidade”, explicou.
A Emater/RS-Ascar confirmou a análise, destacando que a restrição hídrica afetou áreas de sequeiro em fases sensíveis como pendoamento, floração e enchimento de grãos. Apesar de chuvas em dezembro terem ajudado lavouras em estágios iniciais, as perdas já consolidadas não puderam ser revertidas.
📈 Melhor resultado em anos
Mesmo com a redução, Meneghetti acredita que a colheita será superior às obtidas nos últimos cinco anos, todas prejudicadas por estiagens severas.
“Esse ano está andando melhor do que nos últimos cinco anos. Ainda se tem expectativa de uma safra boa no Estado”, afirmou.
📉 Déficit de produção
Com a queda prevista, a safra deve ficar entre 4,16 milhões e 4,42 milhões de toneladas (Apromilho-RS) ou entre 4,63 milhões e 4,92 milhões de toneladas (Emater/RS-Ascar).
O volume, no entanto, segue abaixo da demanda anual do Estado, estimada entre 6,5 milhões e 7 milhões de toneladas, necessária para abastecer a forte suinocultura e avicultura gaúchas.
“Nós não temos conseguido nos últimos anos atingir níveis maiores de produção para abastecer a nossa indústria aqui no Rio Grande do Sul”, lamentou Meneghetti.
Fonte: Correio do Povo (correiodopovo.com.br in Bing)

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