A Venezuela solicitou formalmente ao Conselho de Segurança da ONU que condene de forma “clara e inequívoca” a operação militar dos Estados Unidos em Caracas, no último sábado (3), que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores. O pedido foi feito pelo embaixador venezuelano Samuel Moncada durante reunião de emergência realizada nesta segunda-feira (5).
⚖️ Violação da soberania
Moncada afirmou que os acontecimentos de 3 de janeiro representam uma “violação flagrante da Carta da ONU”, especialmente dos princípios de soberania e da proibição do uso da força contra a integridade territorial de qualquer país.
“O sequestro de um chefe de Estado em exercício viola a imunidade presidencial. Essa imunidade não é um privilégio individual, mas uma garantia institucional que protege a soberania dos Estados e a estabilidade do sistema internacional”, declarou.
O diplomata alertou que deixar tais atos sem resposta significaria “normalizar a substituição do direito pela força” e corroer os fundamentos da segurança coletiva.
💰 Motivações econômicas
Moncada acusou os EUA de terem interesses econômicos por trás da ofensiva, especialmente o controle da produção de petróleo e outros recursos estratégicos da Venezuela.
“A Venezuela é vítima dessa agressão por causa de seus recursos naturais. O petróleo, a energia e a posição geopolítica do nosso país historicamente despertaram ganância e pressão externa”, disse.
🌍 Risco à estabilidade global
Segundo o embaixador, a ação norte-americana representa uma ameaça não apenas à Venezuela, mas também à estabilidade internacional.
“Quando a força é usada para controlar recursos, impor governos ou redesenhar Estados, estamos diante das piores práticas do colonialismo e do neocolonialismo”, afirmou.
🇻🇪 Continuidade institucional
Apesar da crise, Moncada garantiu que as instituições venezuelanas seguem funcionando normalmente e destacou que a posse da vice-presidente Delcy Rodríguez como presidente interina assegura a continuidade constitucional.
“A Venezuela acredita na diplomacia, no diálogo e na convivência pacífica entre as nações. Defendemos nossa soberania sem renunciar aos nossos valores”, concluiu.
Fonte: Correio do Povo

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