EUA negam guerra e ocupação da Venezuela em reunião da ONU

 


Os Estados Unidos afirmaram nesta segunda-feira (5), durante reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, que não estão em guerra nem ocupando a Venezuela, ao justificar a operação militar que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro no último sábado (3), em Caracas.

⚖️ Operação com “caráter jurídico”

O embaixador norte-americano na ONU, Michael Waltz, declarou que a ação teve caráter jurídico e não militar, sendo uma “aplicação da lei, facilitada pelas Forças Armadas”.

“Não há guerra contra a Venezuela nem contra o seu povo. Não estamos ocupando um país. Tratou-se de uma operação de aplicação da lei em cumprimento de acusações legais que existem há décadas”, disse Waltz.

Segundo o diplomata, Maduro foi preso como narcotraficante e responderá a julgamento nos EUA por crimes cometidos “ao longo de 15 anos contra o povo americano”.

🚨 Acusações contra Maduro

Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram acusados de serem fugitivos da Justiça dos EUA. Washington descreve o ex-presidente como líder do chamado “Cartel de los Soles”, organização criminosa envolvida no tráfico internacional de drogas e armas.

  • Organizações como a International Crisis Group contestam a existência do cartel, apontando que a narrativa seria usada como estratégia de intervenção na Venezuela.

  • Waltz afirmou que “provas esmagadoras” dos crimes serão apresentadas nos processos judiciais.

📌 Comparação com Noriega

Na ONU, Waltz comparou a captura de Maduro ao caso de Manuel Noriega, no Panamá, em 1989. O ex-líder panamenho foi levado aos EUA, condenado e cumpriu pena tanto em território norte-americano quanto no Panamá.

🌍 Reconhecimento internacional

O embaixador reiterou que Maduro não é reconhecido como chefe de Estado legítimo. Ele destacou que mais de 50 países rejeitam o resultado das eleições de 2024, consideradas fraudulentas por um painel de especialistas da ONU.

Fonte: Correio do Povo

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