A procura por um estilo de vida mais saudável tem se refletido diretamente nos estabelecimentos comerciais. No Mercado Público de Porto Alegre, bancas de produtos naturais relatam aumento na demanda por itens como pós de uva e beterraba, Tribulus Terrestris e maca peruana. Segundo vendedores, muitos consumidores buscam alternativas naturais tanto por saúde quanto por estética, especialmente no verão.
📌 Crescimento da procura por produtos naturais
Desde a pandemia, lojistas perceberam maior interesse em suplementos e alimentos funcionais, impulsionado também pelas redes sociais e recomendações de influenciadores digitais. Entre os itens mais procurados estão mix de farinhas, compostos pré-treino e suplementos diversos. Um destaque é o Psyllium, fibra conhecida como “Ozempic natural”, que auxilia no controle da glicemia e da saciedade. A popularidade do produto cresceu após viralizar como alternativa emagrecedora.
💉 O fenômeno das canetas emagrecedoras
A busca por emagrecimento também está ligada ao uso crescente das chamadas canetas emagrecedoras (GLP-1), como Ozempic, Wegovy e Mounjaro. Desenvolvidas para tratar diabetes tipo 2, essas medicações passaram a ser utilizadas para combater a obesidade, que atinge cerca de 9 milhões de brasileiros e pode chegar a 2,3 bilhões de adultos no mundo até 2030, segundo a OMS. Esses medicamentos imitam a ação de hormônios intestinais que regulam insulina e saciedade, mas vêm sendo usados também para fins estéticos, muitas vezes sem acompanhamento médico.
🛒 Impacto no varejo e novos hábitos
Especialistas e profissionais do setor apontam que o aumento da procura por saúde e emagrecimento está transformando o consumo alimentar. Farmácias, clínicas e mercados precisam se adaptar a essa nova lógica.
“Os varejistas e marcas que quiserem ser competitivos vão precisar se ajustar a um mundo impactado não só pelos medicamentos, mas pela mudança do consumo alimentar”, afirma Fernando Gibotti, vice-presidente de Inteligência e Mercado da Rock Encantech.
👩⚕️ Histórias de mudança
Adriane Soares de Almeida, administradora de 54 anos, iniciou tratamento com caneta emagrecedora por recomendação médica. Em dois meses, reduziu o consumo de ultraprocessados e passou a priorizar frutas e verduras.
Nicolle Piva, biomédica, conviveu por anos com o “efeito sanfona”. Desde novembro de 2024, usa canetas emagrecedoras e já perdeu 18 quilos, aliando medicação a exercícios físicos e alimentação natural. Hoje evita fast-foods e ultraprocessados, preferindo preparar refeições em casa.
🌱 Cenário em transformação
Seja por influência médica, redes sociais ou mudanças pessoais, cresce o número de brasileiros que substituem alimentos industrializados por opções naturais. O movimento, somado ao uso das canetas emagrecedoras, está redesenhando o perfil de consumo e exigindo adaptação do varejo alimentar.
Fonte: Correio do Povo

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