Rússia e Ucrânia anunciam trégua temporária para a Páscoa Ortodoxa

 


Cessar-fogo de 32 horas ocorre em meio ao quarto ano de guerra e ao impasse diplomático causado pelas tensões no Oriente Médio.

Moscou/Kiev – Em um raro momento de pausa nas hostilidades, o presidente russo, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (9) o estabelecimento de um cessar-fogo unilateral por ocasião da Páscoa Ortodoxa. A decisão atende a uma proposta enviada pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, por meio da mediação dos Estados Unidos.


Detalhes da Trégua

A ordem de suspensão das operações de combate é temporária e possui horários específicos:

  • Início: 11 de abril de 2026, às 10h (horário de Brasília).

  • Término: Final do dia 12 de abril de 2026.

  • Escopo: O Estado-Maior russo recebeu instruções para interromper ataques em todas as direções, embora o Kremlin tenha alertado que as tropas estão autorizadas a reagir a "qualquer provocação".

O Contexto de Estagnação

A guerra, iniciada em fevereiro de 2022, completa quatro anos com os canais de negociação em ponto morto. O foco diplomático de Washington, que liderava os diálogos, foi desviado para o Irã desde o final de fevereiro, dificultando um acordo de paz definitivo.

No campo de batalha, a dinâmica mudou drasticamente:

  1. Guerra de Drones: Os ataques aéreos não tripulados dominam a linha de frente.

  2. Logística em Xeque: Analistas do ISW apontam que a Rússia enfrenta dificuldades após a proibição do uso de satélites Starlink (SpaceX) e bloqueios no aplicativo Telegram, ferramentas vitais para a coordenação de tropas.

  3. Equilíbrio de Forças: Enquanto a Ucrânia recupera terreno no sudeste e ataca portos de petróleo russos, Moscou mantém pressão em Donetsk, exigindo a retirada ucraniana de cidades estratégicas como Kramatorsk e Sloviansk.


Territórios Ocupados

Atualmente, a Rússia ocupa aproximadamente 19% do território ucraniano. O governo de Zelensky segue rejeitando as exigências de concessões territoriais feitas por Moscou, classificando-as como uma tentativa de capitulação forçada.

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