O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, explicou nesta segunda-feira (6) que a subvenção à importação de diesel e Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) é necessária porque o Brasil não é autossuficiente na produção desses combustíveis, apesar de ser autossuficiente em petróleo.“Essa subvenção ao diesel importado se dá porque o país não é autossuficiente em diesel, não é autossuficiente em gás de cozinha. E isso traz uma série de consequências, inclusive expõe o país à volatilidade de preços provocada pela guerra”, afirmou Moretti.O ministro criticou as políticas adotadas ao longo dos anos em relação à capacidade de refino nacional e ressaltou que as medidas anunciadas pelo governo são temporárias: terão duração inicial de dois meses, prorrogáveis por mais dois, para evitar impactos prolongados caso o conflito no Oriente Médio se encerre ou os preços internacionais caiam.Crédito para aéreas não é “a fundo perdido”Moretti também detalhou as duas novas linhas de crédito destinadas a mitigar os efeitos da alta do querosene de aviação (QAV) sobre as companhias aéreas brasileiras. Ele enfatizou que os recursos não são subsídio a fundo perdido.
- A primeira linha, com até R$ 2,5 bilhões por mutuário, virá do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC) e será operada pelo BNDES. O foco é a reestruturação financeira das empresas.
- A segunda linha, no valor de R$ 1 bilhão, terá como objetivo o capital de giro por seis meses. Nessa modalidade, a União assumirá parte do risco, devido às dificuldades das empresas em oferecer garantias. “Não significa que é a fundo perdido”, ressaltou o ministro. Haverá garantias da União para o tomador do crédito.

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