Ciclista relata “calorão nas costas” ao ver avião cair em Capão da Canoa

 


Um ciclista que passava a poucos metros do local do acidente em Capão da Canoa relatou ter sentido um forte calor nas costas no momento em que o avião monomotor caiu sobre o restaurante Dom Inácio, nesta sexta-feira (3 de abril de 2026).O designer gráfico Cláudio Machado, de 56 anos, pedalava na rua ao lado do restaurante quando viu a aeronave descendo. “Eu olhei para o lado e vi o avião descendo. Só que continuei pedalando. Quando vi, deu aquele barulhão e senti um calorão nas minhas costas”, contou.Cláudio mora na mesma rua do restaurante, com apenas uma casa de distância. Ele chegou a pensar em parar para ajudar, mas teve medo de uma explosão, já que o local possuía botijões de gás. “Se passasse alguns segundos antes, não sei o que aconteceria”, disse.Outro morador descreve o impacto como “uma bomba”Outro morador que presenciou o acidente foi Roberto Lauro, de 50 anos. Ele estava no pátio de sua casa cortando grama quando viu o avião vindo na direção do aeroporto.“Ele atingiu uns fios que estavam em um poste. No que bateu nos fios, atingiu o restaurante”, relatou, apontando para os fios ainda expostos em frente à sua residência. “Na hora do impacto, foi como se fosse uma bomba. Bateu, explodiu e saiu aquela labareda de fogo”, descreveu.Roberto contou que, imediatamente após o choque, todos os moradores das redondezas saíram correndo. “Nunca vi isso acontecer”, afirmou.O acidente deixou quatro pessoas mortas: os dois ocupantes do avião e duas pessoas que estavam dentro do restaurante. As imagens do momento da queda mostram o ciclista Cláudio Machado passando bem próximo ao ponto de impacto.As testemunhas destacaram o susto e o perigo vivido por quem estava nas imediações no momento da tragédia.

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