Jean-Andoche Junot, o “Duque de Abrantes” ou “A Tempestade”

 


Jean-Andoche Junot (Bussy-le-Grand, 25 de setembro de 1771 – Montbard, 29 de julho de 1813), conhecido como “a Tempestade”, foi um dos mais destacados generais do exército napoleônico. Nomeado 1.º Duque de Abrantes por Napoleão Bonaparte, seu nome ficou especialmente ligado à primeira invasão francesa de Portugal, em 1807.BiografiaNascido em Bussy-le-Grand, na região de Côte-d’Or, Junot era filho de Michel Junot e Marie Antoinette Bienaymé. Estudou direito em Paris, mas com o início da Revolução Francesa, em 1791, abandonou os estudos e alistou-se no exército como voluntário.Durante o Cerco de Toulon (1793), chamou a atenção de um jovem oficial chamado Napoleão Bonaparte, que o escolheu como ajudante-de-ordens. A partir daí, Junot acompanhou Napoleão em quase todas as suas grandes campanhas: Itália, Egito (1798-1801), Áustria (1805), Rússia (1812) e, especialmente, na Guerra Peninsular.Carreira militar e ferimentosJunot distinguiu-se pela bravura na Campanha da Itália, onde foi promovido a coronel. Recebeu um grave ferimento na cabeça em Lonato, episódio que, segundo seus biógrafos, afetou permanentemente seu caráter, tornando-o cada vez mais impulsivo e temperamental.Participou do golpe de 18 de Brumário (1799), que levou Napoleão ao poder. Em 1800, casou-se com Laure Martin de Permond (futura Duquesa de Abrantes e célebre memorialista).Durante a Campanha do Egito, foi promovido a general de brigada, mas feriu-se num duelo e foi capturado pelos ingleses quando tentava regressar à França. Libertado, foi nomeado general de divisão e governador de Paris em 1801, cargo do qual Napoleão o afastou pouco depois.A invasão de Portugal e o título de Duque de AbrantesEm 1807, Junot comandou o Corpo de Observação da Gironda e liderou a primeira invasão francesa de Portugal. Partindo de Salamanca, entrou em território português pela Beira Baixa em 17 de novembro e ocupou Lisboa no dia 30 do mesmo mês.Nomeado governador-geral de Portugal, recebeu de Napoleão o título de Duque de Abrantes em março de 1808. No entanto, a chegada das tropas inglesas comandadas por Arthur Wellesley (futuro Duque de Wellington) mudou o rumo dos acontecimentos. Derrotado nas batalhas da Roliça e do Vimeiro, Junot assinou a Convenção de Sintra (30 de agosto de 1808), que permitiu a retirada das tropas francesas com “armas e bagagens” — expressão que se tornou famosa em Portugal.Em 1810, regressou à Península Ibérica como subordinado do marechal Masséna, durante a terceira invasão francesa, onde foi gravemente ferido.Últimos anos e morteDurante a desastrosa Campanha da Rússia (1812), Junot comandou o 8.º Corpo francês e participou da Batalha de Borodino. Acusado de ter permitido a retirada do exército russo após Smolensk, sua estrela começou a declinar.Em 1813, foi nomeado governador da Ilíria, mas já apresentava claros sinais de demência. De regresso a França, tentou suicidar-se atirando-se de uma janela. Fraturou a perna e, dias depois, tentou amputá-la com uma faca de cozinha. Morreu em Montbard, em 29 de julho de 1813, vítima de infecção.LegadoO nome de Junot está inscrito na 33.ª coluna do Arco do Triunfo, em Paris. Uma estátua sua, da autoria de Paul Eugène Breton, pode ser vista na fachada norte do Louvre, na rue de Rivoli.Embora tenha sido um militar corajoso e leal a Napoleão, sua carreira foi marcada por impulsividade, ferimentos graves e problemas mentais que se agravaram com o tempo. Em Portugal, seu nome ficou associado à primeira invasão francesa e à Convenção de Sintra.



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