Haile Selassie I: o último imperador da Etiópia e figura central do movimento Rastafári

 


Haile Selassie I, nascido Tafari Makonnen em 23 de julho de 1892, em Ejersa Goro (província de Hararghe), foi Imperador da Etiópia de 1930 a 1974. Considerado uma das figuras mais importantes da história moderna etíope, ele também se tornou o messias do movimento Rastafári, religião surgida na Jamaica que o venera como a encarnação de Deus (Jah).Ascensão ao poderMembro da Dinastia Salomônica — que reivindica descendência do rei Salomão e da Rainha de Sabá —, Tafari Makonnen iniciou sua carreira política cedo. Em 1916, tornou-se Regente Plenipotenciário (Enderase) da Imperatriz Zauditu. Derrotou rivais importantes, como Ras Gugsa Welle Bitul na Batalha de Anchem (1928), e consolidou seu poder.Em 2 de novembro de 1930, foi coroado imperador com o nome Haile Selassie, que significa “Poder da Trindade”. Sua coroação foi um evento grandioso, com a presença de dignitários de vários países.Modernização e reformasHaile Selassie buscou modernizar a Etiópia. Em 1931, outorgou a primeira Constituição escrita do país. Aboliu formalmente a escravidão e promoveu reformas administrativas, educacionais e jurídicas. Tentou equilibrar tradições antigas com progresso, embora muitas mudanças tenham encontrado forte resistência da aristocracia conservadora.Resistência à invasão italianaEm 1935, a Itália fascista de Benito Mussolini invadiu a Etiópia. Haile Selassie liderou a resistência, mas o país foi ocupado em 1936. O imperador partiu para o exílio na Inglaterra, onde viveu em Bath. Em junho de 1936, pronunciou um histórico discurso na Liga das Nações, em Genebra, denunciando o uso de armas químicas pelos italianos e apelando à segurança coletiva. O discurso o transformou em ícone antifascista mundial, embora a Liga tenha oferecido pouca ajuda prática.Em 1941, com apoio britânico durante a Segunda Guerra Mundial, Haile Selassie retornou à Etiópia e reconquistou o trono após a campanha da África Oriental.Papel internacionalHaile Selassie foi um dos grandes defensores do pan-africanismo. Em 1963, presidiu a criação da Organização da Unidade Africana (OUA), precursora da União Africana, e foi seu primeiro presidente. A Etiópia também foi membro fundador da Organização das Nações Unidas.Deposição e morteEm 1974, uma revolta popular liderada por estudantes, camponeses e militares derrubou o regime imperial. Uma junta militar marxista-leninista, o Derg, tomou o poder. Haile Selassie foi deposto e colocado em prisão domiciliar. Em 27 de agosto de 1975, foi assassinado por oficiais do Derg. A morte só foi oficialmente reconhecida em 1994.Legado controversoPara os rastafáris, Haile Selassie é o messias retornado, chamado de Jah Rastafári. Ele próprio era cristão devoto da Igreja Ortodoxa Etíope.Seu governo é elogiado pela modernização e pelo papel na descolonização africana, mas também criticado por ser autocrático, pela repressão a rebeliões regionais (incluindo perseguições ao povo Harari) e pela lentidão na modernização econômica. Alguns historiadores apontam transferência de populações amharas para o sul do país e limitações às liberdades políticas.Nome e títulosConhecido na infância como Lij Tafari Makonnen, recebeu o título de Ras Tafari antes de se tornar imperador. Era chamado carinhosamente de Janhoy (“Sua Majestade”) pelos etíopes. Para os rastafáris, é simplesmente Jah.Casado com a Imperatriz Menen Asfaw por mais de 50 anos, teve vários filhos. Deixou um legado complexo: símbolo de resistência ao colonialismo para uns, monarca conservador para outros.


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