O vice-governador e pré-candidato do MDB ao governo do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza, desmentiu categoricamente os boatos que circulam em redes sociais sobre uma eventual desistência de sua candidatura para apoiar Luciano Zucco (PL) ainda no primeiro turno. A especulação sugeria que o emedebista poderia abrir mão da disputa caso não apresentasse crescimento nas pesquisas de intenção de voto, cenário que Gabriel classificou como inexistente. Com tom irônico, o vice-governador afirmou à coluna que "não há a menor chance disso acontecer" e brincou que só consideraria tal apoio caso fosse derrotado por Zucco em um debate.
A movimentação é vista como improvável no cenário político gaúcho, uma vez que o PL lidera uma das oposições mais contundentes à atual gestão estadual, da qual Gabriel é o principal sucessor. A chapa encabeçada pelo MDB já está estruturada com Ernani Polo (PP) na vice, além de contar com Germano Rigotto (MDB) e Frederico Antunes (PP) como pré-candidatos ao Senado. Para interlocutores que acompanham os bastidores do Palácio Piratini, a narrativa de união entre os dois pré-candidatos carece de fundamento prático e político, servindo apenas como ruído digital em meio ao período de pré-campanha.
Moraes concede 90 dias para PF periciar câmeras corporais da operação mais letal da história do Rio de Janeiro
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), estabeleceu nesta quarta-feira (29) um prazo de 90 dias para que a Polícia Federal realize a perícia técnica nas câmeras corporais utilizadas durante a "Operação Contenção". O episódio, ocorrido em outubro de 2025 contra a facção Comando Vermelho, é considerado o mais letal da história fluminense, resultando em mais de 120 mortes, incluindo cinco agentes de segurança. A contagem do prazo terá início assim que a PF receber todas as gravações em mídias físicas originais, medida necessária após peritos relatarem dificuldades técnicas para acessar os arquivos digitais fornecidos anteriormente.
Para otimizar a análise do vasto material, que totaliza cerca de 4.500 horas de gravação, o ministro ordenou que o governo do Rio de Janeiro e o Ministério Público estadual identifiquem, em até dez dias, os trechos e eventos específicos de interesse para a investigação. Além da perícia audiovisual, Moraes autorizou o acesso do Ministério Público aos laudos necroscópicos das vítimas. As determinações ocorrem no âmbito da ADPF 635, conhecida como "ADPF das Favelas", processo no qual o STF monitora e impõe diretrizes para tentar reduzir a letalidade policial em comunidades fluminenses e garantir a transparência nas ações de segurança pública.


Nenhum comentário:
Postar um comentário