A Polícia Federal confirmou, nesta terça-feira, a devolução das credenciais de um oficial de ligação dos Estados Unidos no Brasil, revertendo a medida de reciprocidade adotada na semana passada após a retirada de um delegado brasileiro em serviço em solo norte-americano. O atrito diplomático havia escalado quando Washington solicitou a saída do agente da PF sob a acusação de tentativa de manipulação do sistema imigratório e extensão de perseguições políticas ao território dos EUA. O incidente ocorreu em meio a um cenário de instabilidade bilateral, intensificado pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e pela detenção temporária do ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem, em território americano.
A normalização das credenciais sinaliza um novo capítulo na complexa relação entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, marcada por divergências sobre processos judiciais brasileiros e pela imposição prévia de tarifas comerciais punitivas contra o Brasil. Embora o Itamaraty não tenha detalhado os motivos específicos da reversão, a movimentação ocorre em um ano eleitoral decisivo, no qual o presidente Lula buscará a reeleger-se em disputa contra o senador Flávio Bolsonaro. O restabelecimento do acesso do agente americano busca arrefecer as tensões institucionais e manter a funcionalidade dos canais de cooperação em inteligência e segurança entre as duas nações.
Moradores do Sarandi cobram celeridade em obras contra enchentes e melhorias na infraestrutura da Zona Norte
Em reunião extraordinária da Comissão de Urbanismo, Transporte e Habitação (CUTHAB) realizada na noite desta terça-feira, moradores do bairro Sarandi e arredores pressionaram o poder público por intervenções urgentes para conter cheias na região. O encontro, ocorrido na Vila Elizabeth, expôs a frustração da comunidade com a lentidão de projetos essenciais, como a bacia de contenção no Arroio Passo das Pedras e a conclusão do dique — prometida para 2025, mas ainda pendente em 2026. Relatos de moradores indicam que obras recentes de asfaltamento, realizadas após a histórica enchente de 2024, teriam agravado o escoamento da água ao elevar o nível das vias acima das calçadas, deixando residências vulneráveis a qualquer volume de chuva.
Além da drenagem, a pauta comunitária incluiu críticas severas à precariedade do saneamento, à falta de segurança e às falhas no atendimento da unidade de saúde local, que sofre com filas e infraestrutura desprotegida. Os moradores também reivindicaram a retomada de linhas de ônibus desativadas e o conserto de calçadas danificadas por obras inacabadas, que comprometem a acessibilidade e a rede de esgoto. Diante do alerta de chuvas volumosas para o ano corrente, o vereador Pedro Ruas, presidente da comissão, comprometeu-se a encaminhar as demandas aos órgãos responsáveis da Prefeitura de Porto Alegre e cobrar providências imediatas para mitigar a insegurança hídrica na Zona Norte.


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