Em Hannover, Lula defende agronegócio e desafia resistência alemã aos biocombustíveis brasileiros

 


Durante sua participação na Feira Industrial de Hannover, na Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou a defesa do agronegócio brasileiro e dos biocombustíveis, buscando desmistificar resistências europeias ao setor. Em uma série de manifestações públicas, Lula contestou a tese de que a produção de combustíveis renováveis prejudicaria a segurança alimentar global, enfatizando que o Brasil possui tecnologia e território para conciliar ambos os setores. Em um gesto simbólico, o presidente posou ao lado de um caminhão da Mercedes-Benz movido a tecnologia sustentável, reafirmando que o país está pronto para liderar a transição energética global.

Durante o Encontro Empresarial Brasil-Alemanha, Lula fez um apelo incisivo para que os investidores e autoridades locais não se deixem influenciar por desinformações ou "mitos" sobre o campo brasileiro. "Ninguém come diesel ou gasolina. As pessoas comem comida", declarou, convidando os críticos a conhecerem pessoalmente a realidade da produção nacional. O presidente reiterou que a promoção dos renováveis é uma questão de soberania nacional e uma resposta necessária ao preconceito que ainda atinge os produtos derivados da biomassa brasileira no mercado internacional.

O chanceler alemão Friedrich Merz elogiou os esforços do Brasil na diversificação da matriz energética e afirmou que a Europa pode "aprender com o Brasil" no campo das tecnologias de redução de emissões de CO2. Apesar do tom diplomático e do reconhecimento do Brasil como um exemplo viável, Merz evitou anunciar ações práticas imediatas, defendendo que o papel da política não é determinar uma tecnologia única, mas permitir que a ciência e a indústria definam os rumos do futuro. Após os compromissos em solo alemão, Lula encerra sua missão europeia com uma visita a Portugal.

Corpo de professor brasileiro desaparecido em Buenos Aires é identificado em hospital na Argentina



O professor e doutorando brasileiro Danilo Neves Pereira, de 35 anos, foi encontrado morto em Buenos Aires após passar seis dias desaparecido. Docente do Centro de Línguas da Universidade Federal de Goiás (UFG) por 12 anos, Danilo residia na capital argentina há cinco meses para concluir sua tese de doutorado em Linguística Aplicada, com defesa prevista para as próximas semanas. A confirmação do falecimento ocorreu nesta segunda-feira, 20 de abril, gerando forte comoção na comunidade acadêmica onde construiu sua carreira.

As investigações apontam que o professor desapareceu na terça-feira, 14 de abril, após informar a amigos que encontraria um cidadão chileno conhecido por meio de um aplicativo de relacionamentos. Danilo chegou a compartilhar a localização do encontro, em um endereço no centro da cidade, antes de cessar qualquer comunicação. Segundo informações do jornal La Nación, o brasileiro deu entrada no Hospital Ramos Mejía ainda na quarta-feira, 15 de abril, como paciente não identificado, apresentando um quadro de "descompensação psicotrópica", vindo a falecer no mesmo dia.

Um amigo da vítima relatou ter localizado o jovem chileno com quem o professor esteve antes do sumiço. O homem afirmou que ambos tiveram uma discussão, o que teria motivado a saída de Danilo do local. A UFG emitiu uma nota de pesar destacando o profissionalismo e o compromisso do docente com a educação, enquanto autoridades locais trabalham para esclarecer as circunstâncias exatas que levaram à descompensação e morte do brasileiro.

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