A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira, novos relatórios médicos que apontam uma evolução clínica satisfatória e uma melhora discreta no quadro do pulmão esquerdo. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária, concedida pelo ministro Alexandre de Moraes para viabilizar sua recuperação após duas semanas de internação em tratamento intensivo devido a uma broncopneumonia bacteriana bilateral.
Segundo o boletim assinado pelo cardiologista Brasil Caiado, o ex-presidente tem respondido positivamente ao tratamento, com redução da falta de ar e do refluxo gastroesofágico. Contudo, o documento ressalta que o paciente ainda apresenta fadiga, cansaço e episódios de desequilíbrio, estes últimos causados pela ação central de medicamentos utilizados para controlar crises de soluços. Em função desses efeitos colaterais, a equipe médica optou por ajustar a posologia das doses diárias.
O relatório fisioterapêutico, também encaminhado à Corte, detalha que Bolsonaro enfrentou uma crise de soluços de aproximadamente oito horas na última segunda-feira, o que resultou em fadiga muscular acentuada e dores na região dorsal, dificultando a realização dos exercícios propostos. Além do tratamento pulmonar, a defesa informou que há indicação cirúrgica para tratar dores no ombro direito do ex-presidente, que segue sob acompanhamento de uma equipe multidisciplinar em sua residência desde o final de março.

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