Brasília – 14 de abril de 2026 – O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou nesta terça-feira (14) que o governo Lula está atuando para derrotar o relatório da CPI do Crime Organizado, que recomenda o indiciamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, no chamado caso Master.
Declaração do ministro
Guimarães classificou o parecer como “um absurdo”:
“É um absurdo uma CPI terminar sem incriminar ninguém e pedir indiciamento de três ministros, mais um PGR. Isso não pode. Portanto, nós vamos atuar para derrubar o relatório, porque ele não serve ao país”, disse após cerimônia no Palácio do Planalto.
Reações no STF
O relatório, apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), foi visto por uma ala da Corte como tentativa de deslegitimar o tribunal. Durante sessão da Segunda Turma, Gilmar Mendes chamou o texto de “tacanho” e de “constrangimento institucional”, enquanto Toffoli afirmou que se trata de “abuso de poder” e ataque à democracia.
Articulação política
Para barrar o parecer, o governo articulou mudanças na composição da CPI: saíram Sergio Moro (União-PR) e Marcos do Val (Podemos-ES), favoráveis ao relatório, e entraram Beto Faro (PT-PA) e Teresa Leitão (PT-PE), alinhados ao governo. Com isso, a base calcula ter maioria suficiente para impedir a votação ou derrotar o texto.
Próximos passos
Se aprovado, o relatório seria encaminhado ao Senado, ao Ministério Público Federal e ao Conselho Superior do MPF. No entanto, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), já sinalizou que não pretende dar andamento a processos de impeachment contra ministros do STF.
👉 A disputa em torno da CPI expõe a tensão entre Legislativo e Judiciário e mobiliza o governo para evitar um embate institucional de grandes proporções.

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