Alexandre Ramagem: ex-diretor da Abin e aliado de Bolsonaro preso nos EUA

 


Washington/Assunção – 13 de abril de 2026 – O ex-deputado federal e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, foi detido nesta segunda-feira (13) pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos (ICE), em Orlando. A prisão foi comunicada pela Polícia Federal brasileira.

Condenação e fuga

Ramagem, delegado da PF e político aliado de Jair Bolsonaro, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos e 1 mês de prisão por participação na trama golpista. Apesar de estar proibido de deixar o país, fugiu pela fronteira com a Guiana e embarcou para os EUA com passaporte diplomático. Em dezembro de 2025, o governo brasileiro solicitou sua extradição ao Departamento de Estado norte-americano.

Trajetória política

  • Delegado da PF, ganhou destaque em 2018 ao chefiar a segurança de Bolsonaro após o atentado em Juiz de Fora.

  • Foi nomeado superintendente da PF no Ceará em 2019 e, pouco depois, assumiu a direção da Abin.

  • Eleito deputado federal em 2022 com mais de 59 mil votos.

  • Em 2023, foi alvo de operação da PF que investigava uso ilegal da Abin para monitorar ministros do STF, políticos e jornalistas.

Cassação e críticas

Em dezembro de 2025, perdeu o mandato parlamentar no mesmo dia em que Eduardo Bolsonaro também foi cassado. À época, criticou a decisão nas redes sociais, chamando-a de “canetada” e acusando o presidente da Câmara, Hugo Motta, de agir como “subordinado de um ministro ditador”, em referência a Alexandre de Moraes.

Recursos

A defesa de Ramagem tentou reduzir a pena, alegando participação de menor importância na trama golpista, e questionou a perda automática de seu cargo de delegado da PF.

👉 A prisão de Ramagem nos EUA representa mais um capítulo da cooperação internacional contra o crime organizado e reforça os desdobramentos judiciais da tentativa de golpe no Brasil.

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