PSol gaúcho decide nesta terça-feira adesão à chapa de Juliana Brizola para o governo do Estado

 


A executiva estadual do PSol se reúne nesta terça-feira, às 10h, para formalizar o apoio à pré-candidatura de Juliana Brizola (PDT) ao Palácio Piratini, que conta com Edegar Pretto (PT) como vice. A decisão consolida uma ampla aliança de esquerda no Rio Grande do Sul, que projeta Manuela D’Ávila (PSol) e Paulo Pimenta (PT) na disputa pelas vagas ao Senado. O movimento ocorre após intensas discussões internas e reuniões com a militância, que optou por uma "aliança pragmática", visando evitar o avanço de candidaturas da direita e centro-direita ao segundo turno.

Apesar da união eleitoral, lideranças do PSol, como a deputada Luciana Genro e o vereador Roberto Robaina, ressaltam que o apoio é crítico e não implica participação direta na gestão em caso de vitória. O partido pretende apresentar um documento com pré-requisitos programáticos e manter independência política, alegando divergências quanto a possíveis composições de Juliana com setores do MDB e PSD. A mudança de postura do PSol — que chegou a cogitar candidatura própria após a intervenção nacional do PT que retirou Edegar Pretto da cabeça da chapa — foi motivada pelo temor de que a fragmentação da esquerda beneficiasse os pré-candidatos Gabriel Souza (MDB) e Luciano Zucco (PL).

A articulação para selar o acordo ganhou força na última semana, quando Luciana Genro defendeu publicamente a união para garantir a viabilidade da frente progressista e fortalecer o palanque de Manuela D’Ávila ao Senado. Após reuniões com a pré-candidata pedetista, grupos internos que antes resistiam à aliança cederam ao entendimento de que a prioridade é a derrota dos projetos governistas e bolsonaristas no estado, mantendo o PSol como uma voz autônoma dentro da coalizão.

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