O cenário político no Peru permanece indefinido após o pleito presidencial realizado no último domingo, com a autoridade eleitoral prevendo a divulgação dos resultados finais apenas para meados de maio. O atraso é atribuído ao complexo processo de revisão de mais de 15 mil atas contestadas, das quais 30% referem-se à disputa presidencial. Até o momento, com mais de 93% das urnas apuradas, a direitista Keiko Fujimori lidera com 17% dos votos, enquanto o esquerdista Roberto Sánchez e o ultraconservador Rafael López Aliaga travam uma disputa acirrada, voto a voto, pela segunda vaga no turno decisivo.
A eleição tem sido marcada por forte instabilidade e denúncias de irregularidades. López Aliaga, que alega fraude eleitoral, convocou manifestações e ofereceu recompensas por provas de problemas no pleito. Além das falhas logísticas na distribuição de urnas, que forçaram a extensão da votação em diversas localidades, o processo enfrenta agora desdobramentos jurídicos: o Ministério Público interveio nos órgãos eleitorais e o chefe da organização do pleito, Piero Corvetto, foi denunciado por supostos crimes contra o sufrágio. A expectativa é que a validação dos votos leve pelo menos mais quatro semanas para ser concluída.

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