Vertigem de altura

 


Vertigem de altura, ou intolerância visual à altura (IVA), é uma sensação de desequilíbrio e tontura ao estar em locais elevados, causada por um conflito entre os sistemas visual, vestibular (ouvido interno) e somatossensorial, podendo ser uma forma mais leve de acrofobia (medo de altura). Afeta até um terço da população e gera sintomas como instabilidade, náusea, taquicardia e ansiedade, exigindo reabilitação física e psicológica para melhora, não sendo apenas um "medo" mas um problema de processamento sensorial e equilíbrio. 
Causas e Mecanismos:
  • Conflito Sensorial: O cérebro recebe informações visuais (ambiente distante e sem pontos fixos) e vestibulares (que indicam que você está parado), gerando confusão e desequilíbrio
    .
  • Sistema Vestibular: Estudos indicam que pessoas com intolerância à altura podem ter um sistema vestibular (responsável pelo equilíbrio) menos eficiente para compensar essas informações conflitantes.
  • Fatores Psicológicos: A ansiedade e crenças negativas sobre a altura agravam a condição, intensificando os sintomas físicos. 
Sintomas Comuns:
  • Tontura, instabilidade, sensação de "pernas pesadas" ou grudadas no chão.
  • Náusea, dor de cabeça, falta de ar, sudorese, taquicardia, agitação.
  • Medo intenso, ansiedade, pânico, mesmo em alturas seguras (diferente da acrofobia, que é um medo irracional e mais grave). 
Diferença entre Vertigem de Altura (IVA) e Acrofobia:
  • Vertigem de Altura (IVA): Desconforto e desequilíbrio por conflito sensorial, mais fisiológico, afeta mais pessoas (até 33%).
  • Acrofobia: Medo irracional e extremo de altura, um transtorno de ansiedade que pode causar ataques de pânico, afetando 2-5% da população, sendo mais comum em mulheres. 
Tratamento e Manejo:
  • Reabilitação Vestibular: Exercícios para melhorar o processamento do equilíbrio e reduzir a instabilidade postural.
  • Psicoterapia: Terapia cognitivo-comportamental para lidar com a ansiedade e crenças negativas.
  • Exposição Gradual (Dessensibilização): Expor-se progressivamente a alturas (fotos, vídeos, andares baixos, pontes seguras) com controle para reduzir o medo.
  • Medicação: Em alguns casos, pode ser indicada para controlar a ansiedade. 

Quando Procurar Ajuda:
Se a condição afeta significativamente sua qualidade de vida, procure um médico otorrinolaringologista ou psicólogo para um diagnóstico correto e um plano de tratamento adequado, pois muitas pessoas não buscam ajuda por considerarem "normal". 

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