A execução do manifestante iraniano Erfan Soltani, de 26 anos, foi adiada, conforme informações divulgadas por familiares e pela ONG de direitos humanos Norway, nesta quarta-feira (14).
Informações da família e ONG
Um parente de Soltani, identificado apenas como Somayeh por questões de segurança, afirmou à CNN que a execução prevista para a tarde não ocorreu. Ele destacou, porém, que o ato não foi cancelado e que a família aguarda novas informações.
A organização Hengaw também confirmou o adiamento.
“A ordem de execução previamente comunicada à sua família e agendada para quarta-feira não foi cumprida e foi adiada”, disse Arina Moradi, integrante da ONG, à CNN Brasil.
A entidade ressaltou que, devido às restrições de comunicação e interrupções na internet, não é possível acompanhar em tempo real os desdobramentos do caso.
Contexto
Soltani foi preso em 8 de janeiro, em sua casa, na cidade de Kurtis, acusado de participar dos protestos contra o governo iraniano.
Ainda nesta quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou sobre o caso e afirmou ter sido informado de que “não há plano para execuções”.
Cenário mais amplo
O adiamento ocorre em meio a denúncias de repressão no Irã. Segundo ONGs, milhares de pessoas já morreram em decorrência da violência contra manifestantes.

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