Eleições na Colômbia: Espriella e Cepeda encerram campanhas para 2º turno
Candidatos presidenciais realizaram últimos comícios antes de votação que define presidente do país em meio à polarização
Os candidatos à presidência Abelardo de la Espriella e Iván Cepeda encerraram neste domingo suas campanhas presidenciais em eventos multitudinários, a uma semana de um segundo turno eleitoral que começa marcado pela polarização e por uma grave crise de violência.
O advogado de extrema direita Abelardo de la Espriella realizou na tarde deste domingo um comício na cidade de Buga (sudoeste), em um gigantesco palco diante de milhares de pessoas e protegido por uma cabine coberta por vidros blindados.
Foi seu último evento de campanha antes do segundo turno de 21 de junho, no qual enfrentará o senador Iván Cepeda, herdeiro do projeto do presidente Gustavo Petro. "Esta não é apenas uma batalha política, é uma batalha moral, é uma guerra espiritual", disse em seu discurso o candidato, que se apresenta como um "outsider" e se declara admirador do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Milhares de apoiadores o acompanharam com bandeiras da Colômbia e camisas da seleção nacional de futebol. "O que precisamos é de segurança para trabalhar e para seguir em frente", disse à AFP o militar da reserva Jimmy Henao.
Henao espera que "o país mude com o Tigre" e chegou com sua esposa de uma localidade próxima no departamento do Valle del Cauca, castigado pela violência dos grupos armados financiados pelo narcotráfico.
Da cidade caribenha de Barranquilla, Cepeda também encerrou sua campanha em um evento multitudinário em uma área periférica da cidade. "O medo e o ódio pretendem se impor sobre a esperança", disse o senador de esquerda em seu discurso.
"Devemos olhar para o presente com esperança. Não devemos nos deixar confundir nem intimidar", acrescentou.
A Colômbia atravessa sua pior onda de violência na última década, com frequentes atentados das guerrilhas, massacres e extorsões. Em plena campanha, foi assassinado o pré-candidato à presidência Miguel Uribe.
Desde o início de seu governo, Petro estabeleceu diálogos de paz com as principais organizações armadas do país como parte de sua política de "paz total", da qual Cepeda foi um dos arquitetos.
Mas nenhum desses processos avançou, enquanto os grupos criminosos se fortaleceram em várias regiões do país, segundo analistas.
De la Espriella propõe substituir os diálogos por uma política de mão dura contra os criminosos, aos quais promete submeter "pela razão ou pela força da lei".
"Serei firme contra os criminosos, serei contundente contra os corruptos, serei inflexível diante do terrorismo", acrescentou em Buga.
AFP e Correio do Povo
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