Protesto dos servidores federais fecha portões da Ufrgs
Manifestação promovida pela Assufrgs teve o apoio de trabalhadores terceirizados da Universidade
O Campus Centro da Universidade Federal do RS (Ufrgs), na Capital, amanheceu com portões fechados, em manifestação promovida pelo Sindicato dos Técnico-Administrativos da Ufrgs, UFCSPA e IFRS (Assufrgs).
Na mobilização, que integra as ações da greve nacional dos servidores federais, foi também denunciado o atraso no pagamento dos trabalhadores terceirizados da Ufrgs. Por volta das 11h, os portões da universidade foram liberados e os manifestantes seguiram em caminhada até o escritório principal do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), na av. Loureiro da Silva.
Assufrgs e MGI
O coordenador jurídico da Assufrgs, André Telles, explicou que a paralisação atual é um reflexo de acordos não cumpridos desde 2024. “Temos feito esta negociação com o Ministério da Educação (MEC), mas muitas pautas estão amarradas com o MGI”, afirmou. Conforme a entidade, a ação resultou no agendamento de uma reunião com Richardi Fonseca, superintendente regional de Administração do MGI em Porto Alegre.
Em nota, o MGI informou que as negociações dos técnicos-administrativos das instituições federais de Ensino Superior públicas no país “duraram vários meses” e resultaram em um termo de acordo, que foi assinado em junho de 2024, prevendo “a reestruturação de carreira e o reajuste salarial para 2025 e 2026”. O Ministério da Gestão disse ainda que o governo “manteve e mantém diálogo permanente com representantes das categorias”.
Em nota divulgada pela Reitoria, a Ufrgs apontou que o motivo do atraso do pagamento dos terceirizados se deve ao atraso no pagamento da folha da empresa terceirizada Multiservice, que responde pelos serviços de portarias, recepções e garagistas na universidade. “O processamento do pagamento à empresa, assim como de outras terceirizadas e serviços, depende do repasse de valor financeiro do Tesouro para a Ufrgs, que deveria ocorrer todas as segundas-feiras. Porém, pela segunda semana consecutiva, esses limites não foram liberados”, revela no pronunciamento. Ver nota e mais informes neste link e/ou neste endereço.
MEC
O Ministério da Educação (MEC) esclarece, em nota divulgada hoje em relação a questões relativas a repasses financeiros e demandas das gestões das unidades públicas do MEC, que o Decreto n° 12.990, de 29 de maio de 2026, que alterou o Decreto n° 12.846, de 12 de fevereiro de 2026 (Decreto de Programação Orçamentária e Financeira – DPOF), modificou o cronograma mensal de desembolso feito pelo Ministério. Em razão dessa alteração, aponta que houve necessidade de adequação dos fluxos de repasse financeiro às unidades do MEC. E acrescenta que está ciente das demandas e tem realizado as gestões necessárias para regularizar os repasses financeiros.
Reitora Márcia
Após as movimentações, a reitora da Ufrgs, Márcia Barbosa, revelou que como a Administração Central da Universidade já destinou o dinheiro à empresa que realiza os pagamentos dos terceirizados, a expectativa é que o salário dos funcionários seja pago ainda no dia 11/6. E acrescenta que “pretendem tensionar o Ministério da Educação (MEC) para destinar os recursos de forma urgente”, uma vez que o dinheiro utilizado para o pagamento da empresa foi alocado de outra fonte, através de recursos de arrecadação própria da universidade.
Correio do Povo
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