
O restaurante Dom Inácio, em Capão da Canoa, atingido por um avião monomotor nesta sexta-feira (3 de abril de 2026), estava fechado para obras no momento do acidente. Segundo o proprietário, Douglas Roos, se o estabelecimento estivesse aberto, cerca de 60 pessoas estariam no local, o que poderia ter aumentado drasticamente o número de vítimas.“Foi um livramento”, afirmou Douglas Roos, ainda abalado com a tragédia. O restaurante, que ele comandava com a família há um ano e três meses, foi completamente destruído. “Foi perda total, 100%. Nada restou”, disse.A equipe do restaurante estava de férias desde o dia 15 de março, com previsão inicial de retorno no dia 1º de abril. No entanto, há dois dias, devido ao forte calor, Douglas decidiu iniciar uma reforma no salão para instalar ar-condicionado. A reabertura estava prevista para o dia 10 de abril. Por conta do feriado de Páscoa, não havia ninguém no imóvel no momento da queda do avião, registrada por volta das 10h48.O restaurante empregava 15 pessoas, sendo cinco delas familiares de Douglas. No dia a dia, funcionava com buffet de churrasco ao meio-dia e lanches à noite.Douglas Roos relatou que o estabelecimento estava sem seguro desde o dia 16 de março, pois a apólice anterior havia vencido e uma nova estava em processo de contratação, com assinatura prevista para o dia 10 de abril. Ele informou que pretende continuar com o negócio, mas ainda precisa conversar com o proprietário do imóvel, que era alugado.A remoção dos corpos das quatro vítimas do acidente foi concluída cerca de oito horas após a queda. Douglas afirmou estar chocado e ainda calculando os prejuízos, sem conseguir dimensionar completamente a situação do imóvel neste momento.O acidente ocorreu quando o avião caiu sobre o restaurante, localizado na beira da praia.