O ex-médico Roger Abdelmassih, condenado por estupros de dezenas de pacientes, não está mais na Penitenciária de Tremembé, conhecida como “Presídio dos Famosos”, no interior de São Paulo. Ele passou a cumprir pena na Penitenciária 2 de Potim, também localizada no Vale do Paraíba, mas considerada um presídio comum.
Transferência e contexto
A mudança foi comunicada pela Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) à Justiça no dia 2 de janeiro, segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo. Desde novembro, o governo estadual vem transferindo os chamados “presos especiais” de Tremembé, após decidir que a unidade deixaria de ter esse perfil diferenciado. A maioria dos detentos foi encaminhada para Potim, que possui capacidade para 844 presos, mas atualmente abriga 321.
A Penitenciária de Tremembé ficou conhecida por receber condenados de grande repercussão, rejeitados em outras unidades, e recentemente inspirou a série “Tremembé”, lançada no Prime Vídeo.
Pedido de prisão domiciliar
A defesa de Abdelmassih, que tem 82 anos, tenta levá-lo para cumprir pena em casa, alegando problemas graves de saúde. O ex-médico sofre de cardiopatia isquêmica, hipertensão, insuficiência cardíaca e está em tratamento contra um câncer de próstata. Segundo os advogados, há risco de morte súbita.
O pedido foi protocolado no final de 2025 pela advogada e esposa do condenado, Larissa Maria Sacco Abdelmassih. Na última quarta-feira (21), a juíza Sueli Zeraik de Oliveira Armani determinou a realização de uma perícia médica para avaliar o estado de saúde do preso antes de decidir sobre a prisão domiciliar. O laudo ainda não tem data marcada.
Repercussão em Potim
A transferência dos detentos para Potim gerou preocupação entre moradores. O prefeito Emerson Tanaka (MDB) afirmou, em novembro, que a cidade busca se consolidar como rota das romarias para o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida e que a chegada dos presos não seria positiva para a comunidade local.
📌 Em resumo: Roger Abdelmassih foi transferido para a Penitenciária 2 de Potim, enquanto sua defesa insiste em prisão domiciliar por motivos de saúde. A decisão sobre o pedido dependerá de perícia médica determinada pela Justiça.

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