Nilson Luiz May, Letícia Wierzchowski e Tailor Diniz detalharam o processo de criação de seus romances históricos publicados
A edição de 2026 do Festival Fronteiras aborda um dos temas mais desafiadores dos últimos tempos: a autenticidade. Ao todo, mais de 50 pensadores passarão por 10 palcos montados no entorno da Praça da Matriz, no Centro Histórico da Capital, entre a sexta-feira, 15, e o sábado, 16, a fim de debater filosofia, literatura, música, política, mas, sobretudo, as formas de pensar o mundo e redescobrir a autenticidade dos tempos atuais.
Neste sábado, três grandes nomes da literatura gaúcha estiveram reunidos no Memorial do Legislativo do Rio Grande do Sul (Rua Duque de Caxias, 1029), para falar sobre “Romances baseados em fatos reais”.
Juntos, Nilson Luiz May, Letícia Wierzchowski e Tailor Diniz, com mediação de Salus Loch, explicaram o processo de criação dos livros, considerados romances históricos mais emblemáticos de suas carreiras e quais os limites entre história e ficção.
Para o médico e integrante da Academia Rio-Grandense de Letras, Nilson May, o ponto central é desenvolver personagem ficcionais sem alterar os fatos históricos. “O que dá muito trabalho para todos nós não cometer erros históricos. Podemos criar, podemos mentir tudo que quisermos com os nossos personagens, mas não podemos alterar a história.”
Já para Tailor Diniz, autor de “Os Canibais da Rua do Arvoredo”, apesar da extensa e necessária pesquisa, escrever sobre fatos históricos também serve de alerta para que momentos cruciais da história não se repitam.
O pensamento também é corroborado por Letícia Wierzchowski, autora de “A Casa das Sete Mulheres”, já que a escritora enxerga na literatura histórica um caminho para trabalhar o espaço da mulher na sociedade.
“Ainda hoje, o mundo que a gente vive é muito comandado e coordenado por homens. E falta um pouco de feminino. As coisas seguem acontecendo como sempre aconteceram, infelizmente”, afirma.
Durante o painel, foi divulgado que a história do livro “A Casa das Sete Mulheres”, lançado em 2002, vai virar um musical, com direção de Miguel Falabella. A estreia está prevista para 2027. “Estou super contente porque é uma história que permanece viva”.
O Festival Fronteiras também levou à Praça da Matriz os shows de Zeca Baleiro, Catto e Vitor Ramil, além de painéis com os escritores Milton Hatoum, Carla Madeira e Marcela Ceribelli.
Correio do Povo

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