Um juiz federal de Nova York tornou pública, nesta quarta-feira (6), uma nota manuscrita atribuída a Jeffrey Epstein, o financista condenado por crimes sexuais que morreu em uma prisão federal em 2019. O documento teria sido descoberto por um companheiro de cela escondido dentro de um livro, logo após a primeira tentativa frustrada de suicídio de Epstein, semanas antes de seu falecimento definitivo. A divulgação atende a um pedido do jornal The New York Times e retira o sigilo de um material que, durante anos, fez parte de processos penais paralelos.
No conteúdo da nota, o autor demonstra tom desafiador e nega as acusações que enfrentava. "Eles me investigaram durante meses... Não encontraram NADA!!!", afirma o texto, que classifica a decisão de morrer como um "privilégio de escolher o momento de dizer adeus". A carta encerra de forma ríspida, questionando se o leitor esperava que ele chorasse e concluindo que "não vale a pena". Embora a autenticidade do manuscrito não tenha sido confirmada de forma oficial e definitiva, sua publicação reacende o debate sobre as circunstâncias nebulosas que cercaram a custódia do criminoso.
A morte de Epstein, aos 66 anos, ocorreu enquanto ele aguardava julgamento por tráfico sexual de menores e foi oficialmente declarada como suicídio por enforcamento. No entanto, o caso é marcado por falhas críticas de segurança, como o mau funcionamento das câmeras de vigilância e a negligência dos guardas, o que sustenta teorias conspiratórias até hoje. A revelação do bilhete surge em um momento em que novos documentos sobre a rede de contatos influentes de Epstein continuam a vir a público, mantendo o caso no centro das atenções políticas e judiciais nos Estados Unidos e na Europa.

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