Dólar cai e volta a fechar abaixo de R$ 5,00 em dia de recuperação de emergentes

 Moeda norte-americana fechou em baixa de 1,37%, cotada a R$ 4,99



O dólar exibiu queda firme nesta segunda-feira, 18, devolvendo parcialmente os ganhos de mais de 3% da semana passada, e voltou a fechar abaixo da marca de R$ 5,00. Apesar das incertezas em torno dos desdobramentos do conflito entre Estados Unidos e Irã, as taxas dos Treasuries exibiram fôlego curto, o que abriu espaço para a recuperação das divisas emergentes.


O real liderou os ganhos entre as moedas mais líquidas, com investidores aparando prêmios embutidos na taxa de câmbio diante da reconfiguração das expectativas para a corrida eleitoral após o "Flávio Day 2.0".


A perspectiva de estreitamento do espaço para novas reduções da taxa Selic, reforçada pelo Boletim Focus, torna muito custosa a manutenção de posições cambiais defensivas e desencoraja apostas mais contundentes contra a moeda brasileira.


Após operar acima de R$ 5,00 pela maior parte do dia, o dólar acelerou o ritmo de perdas na reta final dos negócios, com a diminuição da aversão ao risco no exterior, na esteira de declarações mais amenas do presidente dos EUA, Donald Trump, em relação ao Irã.


Com mínima de R$ 4,9960, fechou em baixa de 1,37%, a R$ 4,9985. A moeda norte-americana avança 0,92% em relação ao real em maio, após baixa de 4,36% em abril. No ano, as perdas são de 8,94%.


As cotações do petróleo operaram em alta ao longo do dia, com o vaivém de notícias sobre a guerra no Oriente Médio. O contrato do Brent para julho fechou com avanço de 2,6%, a US$ 112,10 o barril, mas passou a operar em ligeira queda no pregão eletrônico, abaixo do nível de US$ 110 o barril, após aceno de Trump ao Irã.


O republicano cancelou ataques aéreos em solo iraniano programados para a terça-feira, pretextando que há "negociações sérias" em andamento com Teerã, com expectativa de que um acordo "muito aceitável" seja alcançado.


Segundo Trump, lideranças de Catar, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita solicitaram aos EUA que protelassem a ofensiva militar para permitir o avanço das tratativas diplomáticas.


Referência do comportamento da moeda americana em relação a uma cesta de seis moedas fortes, especialmente euro e iene, o índice DXY recuava cerca de 0,30% por volta das 17 horas, ao redor de 98,990 pontos, depois de atingir mínima de 98,971 pontos. Entre as divisas emergentes, destaque para o peso chileno, com ganhos de cerca de 1% frente ao dólar, em um dia de leve alta das cotações internacionais do cobre.

Estadão Conteúdo e Correio do Povo

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