O cantor MC Ryan, preso preventivamente sob acusação de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao crime organizado, foi transferido do Centro de Detenção Provisória (CDP) da capital paulista para a Penitenciária II de Mirandópolis, a cerca de 600 quilômetros de São Paulo. Segundo a defesa do artista, a movimentação foi uma decisão administrativa motivada pelo volume excessivo de advogados que visitavam a unidade prisional na tentativa de oferecer serviços ao cantor, devido à sua fama e alto poder aquisitivo. Felipe Cassimiro, advogado de Ryan, estima que mais de cem profissionais tenham tentado contato no CDP, o que gerou um impasse ético e logístico.
MC Ryan é investigado pela Operação Narco Fluxo, da Polícia Federal, que apura um esquema bilionário de movimentação financeira por meio de casas de apostas para lavar dinheiro do tráfico internacional. O caso também envolve outras figuras públicas, como o cantor Poze do Rodo e Raphael Sousa Oliveira, dono da página "Choquei", todos com prisões preventivas decretadas pela 5ª Vara Federal de Santos. A operação já resultou no sequestro de bens que somam R$ 2,26 bilhões e investiga a ligação do grupo com o tráfico de mais de três toneladas de cocaína. Enquanto a Secretaria de Administração Penitenciária não comenta os detalhes da transferência, a defesa do MC contesta a legalidade da prisão preventiva, ressaltando que o réu é primário.

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