Presidente afirmou, mas Planalto não apresentou sustentação das acusações
O juiz José Vidal Silva Neto, da 4ª Vara Federal do Ceará, mandou o presidente Jair Bolsonaro se manifestar em até cinco dias na ação civil pública que cobra a apresentação das supostas "provas" de fraude nas eleições de 2018. O despacho foi deferido no processo apresentado pelo deputado federal Célio Studart (PV-CE).
Bolsonaro afirmou em março, durante viagem aos Estados Unidos, ter "provas" em mãos que ele teria sido eleito no primeiro turno . “E nós temos não apenas palavra, nós temos comprovado, brevemente eu quero mostrar”, disse. Até o momento, o Planalto não apresentou nenhuma prova para sustentar as alegações, criticadas pela Justiça Eleitoral.
Na semana passada, o presidente reafirmou posição de supostas fraudes nas eleições, dizendo a eleitores que teria sido eleito em primeiro turno, mas recusou-se a apresentar provas para sustentar as declarações. Bolsonaro se limitou a dizer que elas seriam apresentadas "juntamente com um projeto de lei" sobre o tema.
“A incompleta acusação de Jair Messias Bolsonaro, que reprisa supostos fatos sem apresentar provas, põe em risco a democracia brasileira. Fragiliza o meio pelo qual o povo escolhe seus representantes”, afirmou Studart, à Justiça. “Algo que, paradoxalmente, descredibilizaria também a representação outorgada pelo povo a seus filhos e demais correligionários que detêm mandato popular”.
Estadão Conteúdo e Correio do Povo
Maranhão começa lockdown e pode ser seguido por outros estados
| O misto entre otimismo pela reabertura em parte da Europa e o temor de uma nova guerra comercial entre China e EUA deve dar o tom nos mercados nesta terça-feira. A Desperta destaca ainda os resultados da Disney e o lockdown no Maranhão. Boa leitura. |
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| Flávio Dino, governador do Maranhão: restrições mais duras no estado | Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil |
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| 1 - O QUE ESPERAR DE MAIO |
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Após um mês de abril de fortes altas em bolsas mundo afora, compensando em parte as perdas recordes de março, para onde vão os mercados em maio? Esta pergunta deve voltar a dominar a atenção de investidores nesta terça-feira, 5. Ontem, o índice Ibovespa fechou em queda de 2,02%, em 78.876 pontos. Predominou por aqui o pessimismo internacional com a volta da queda de braço entre o presidente americano, Donald Trump, e a China, ameaçada por ele de novas tarifas por ter supostamente ter fabricado o coronavírus em laboratório. Na outra ponta, a reabertura gradual em parte da Europa traz algum otimismo às bolsas europeias, que operam em alta nesta manhã. No Brasil, onde o pior definitivamente ainda não passou no coronavírus, a volatilidade tem uma pimenta a mais: o risco político gerado pela falta de alinhamento entre união, estados, Congresso e Judiciário. Também começa hoje mais uma reunião do Copom para definir a taxa básica de juros — em uma das decisões menos importantes dos últimos tempos.
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Enquanto em alguns estados a reabertura da economia já está a todo vapor, em outros as medidas de isolamento social para contenção do novo coronavírus estão prestes a subir um degrau. No Maranhão, um decreto do governador Flávio Dino (PCdoB) estabelece a partir desta terça-feira, 5, o chamado lockdown, ou bloqueio total, em toda a região metropolitana da capital São Luís. A circulação de pessoas fica restrita à realização de atividades básicas. A medida responde a uma decisão judicial e vale por 11 dias. O estado tem 4.227 casos e 249 mortes, e a taxa de ocupação de leitos estaduais de UTI para tratamento atingiu o limite. O dia também deve ser de decisão no Pará, que tem 4.262 casos, 344 mortes e leitos também lotados. O governador Helder Barbalho (MDB) disse que cogitava implementar lockdown em áreas como a capital Belém. O Brasil chegou ontem a 107.780 casos e 7.321 vítimas do novo coronavírus (veja os casos confirmados por estado).
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| 3 - ESPERANÇA NO STREAMING |
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O futuro precisou chegar para a Disney na marra. A empresa divulga seus resultados do primeiro trimestre nesta terça-feira, 5, após o fechamento do mercado, de olho nos resultados do streaming Disney+, lançado em novembro. O serviço chegou a 50 milhões de assinantes, embora só tenha estreado em boa parte da Europa em abril (no Brasil, deve chegar somente no fim do ano). Com parques fechados, sem bilheteria de cinema e com a rede de TV esportiva ESPN sem campeonatos ao vivo, os negócios mais tradicionais da Disney devem ser amplamente atingidos com a crise. A receita do trimestre deve ainda subir 18%, projetam analistas, para mais de 17 bilhões de dólares, mas o lucro por ação deve cair mais de 50%. A ação da Disney já caiu mais de 20% no ano. A empresa foi ultrapassada em valor de mercado pela Netflix em abril – favorecida pelo isolamento social, a rival ganhou 16 milhões de assinantes no primeiro trimestre e chegou a 182 milhões de pessoas.
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| 4 - DIA MUNDIAL DE HIGIENE DAS MÃOS |
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Pode parecer um exagero criar uma data para exaltar a limpeza das mãos, mas nunca isso fez tanto sentido como neste ano de pandemia de coronavírus, que soma 3,6 milhões de casos no mundo e quase 252.000 vítimas. Hoje, 5 de maio, é o Dia Mundial de Higiene das Mãos, data instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A campanha da OMS, iniciada em 2005, é voltada aos profissionais de saúde, como enfermeiras e parteiras. Um estudo realizado em 2015 pela OMS e pela Unicef em instituições de saúde de 54 países apontou que 35% delas sequer ofereciam sabão e água para seus profissionais. Onde o material existia, 61% dos profissionais ainda não adotava as melhores práticas. O coronavírus mostrou que, embora lavar as mãos pareça algo trivial, ainda é considerado um hábito de luxo em muitas partes do mundo. Em países como a Etiópia, muitas pessoas usam cinzas ou areia para a higiene pessoal, pela dificuldade de obter sabão. No Brasil, cerca de 35 milhões de pessoas, ou 16% da população, não têm acesso a água encanada.
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O ator e comediante Fábio Porchat, ao lado de Leandro Hassum e outros comediantes, apresenta nesta terça-feira, 5, às 21 horas a live “Risadaria em Casa”, apresentação online do festival de humor Risadaria. O show de stand-up comedy tem por objetivo arrecadar doações para comunidades afetadas pela pandemia. A apresentação terá apoio do Grupo BIG, que contribuirá com 300 toneladas de alimentos. O Festival Risadaria acontece desde 2010, com criação de Paulo Bonfá, destinado a abrigar o humor em diversas plataformas, de televisão a artes cênicas e stand-up. Em 2019, a 10ª edição reuniu 1,6 milhão de espectadores em 24 dias em São Paulo. Apesar do coronavírus, a edição "presencial" de 2020 ainda está prometida para novembro.
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Sobre o que as pessoas estão falando entre reuniões |
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| A incorporadora Vitacon lançou em plena pandemia o maior empreendimento de sua história, com mais de 600 unidades. Em um mês, 50% já foi vendido. |
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| O lucro do Itaú Unibanco recuou 43,1% no primeiro trimestre, para 3,9 bilhões de reais, abaixo das previsões. A queda reflete aumento de 147% na despesas com provisões para perdas esperadas com calotes. |
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| Os governos podem usar dados de celulares para tentar conter o coronavírus? Neste vídeo de sete minutos, a EXAME analisa como os dados vêm sendo usados e quais são os limites de privacidade. |
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Agenda
- IBGE: Pesquisa Industrial Mensal (às 9h)
- EUA: índice de atividade de serviços em abril (às 11h)
- Copom: começa reunião de dois dias sobre taxa básica de juros
Resultados após o fechamento dos mercados: EDP, TIM No exterior: Disney, Pinterest
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Bolsa
Na segunda-feira, 4 Ibovespa / -2,02% S&P 500 / +0,42% Dólar / 5,522 reais (+1,5%)
Na terça-feira, 5 (encerrado) Hong Kong / +1,08% Austrália / +1,64% *China, Japão e Coreia do Sul / feriado
Abertas (às 7 horas) FTSE 100 (Londres, Reino Unido) / +1,09% DAX (Frankfurt, Alemanha) / +1,16% Stoxx 600 (Europa) / +1,28%
Petróleo (às 7 horas) WTI / 22,21 dólares (+8,93%) Brent / 29,07 dólares (+6,88%)
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Curso
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| Os tios da família, os defensores de teoria da conspiração, políticos mal-intencionados e até especialistas descuidados: a rede de TV britânica BBC usou evidências para traçar um perfil de sete "tipos" de disseminadores de notícias falsas na internet. O texto é bem-humorado, mas o problema é ainda mais sério durante a crise — pesquisa do Fantástico mostrou que 70% dos brasileiros acreditaram em alguma fake news sobre a doença. Você tem algum conhecido que se encaixa nos perfis da BBC? Veja aqui (em inglês). |
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| "Geradores de fake news": quem são os espalhadores de boatos digitais | BBC/Reprodução |
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