
O acordo em torno do programa nuclear do Irã está dividindo os signatários. Estados Unidos, Rússia, China, Grã-Bretanha e França firmaram este acordo em 2015, junto com a Alemanha, o chamado G5+1. Os cinco integrantes do Conselho de Segurança da ONU e a maior economia da Europa.
Por este acordo, é estabelecido um controle por parte da Agência Internacional de Energia Atômica sobre o programa nuclear do Irã, para impedir que o país desenvolva a bomba atômica. Em troca, o Ocidente levantaria as ações econômicas que teriam sido impostos aquele país. Este acordo está em vigência e segundo a ONU, o Irã está cumprindo os seus parâmetros. No entanto, o presidente Donald Trump está disposto a romper com este acordo. Trump disse isso quando Emmanuel Macron visitou à Casa Branca no último dia 24 de abril. Macron, porém, está disposto a seguir com o cumprimento do acordo, conforme comunicou ao presidente iraniano. Macron tem o apoio do presidente da Rússia. Vladimir Putin.
Em conversa telefônica que durou mais de uma hora, segundo o Palácio do Eliseu, Macron propôs ao presidente iraniano, que as discussões se ampliem para cobrir três outros assuntos que afirma serem indispensáveis: o programa de mísseis de Teerã, as atividades nucleares do Irã depois de 20205 e a crise regional do Oriente Médio. Este em 2025, é porque o acordo cobre o período até lá. A preocupação é o que será feito depois disso. Já o Irã, disse que não aceitará mais nenhuma nova condição, além dos compromissos já firmados.
E o presidente israelense, Benjamin Netanyahu afirmou na segunda-feira (30 de abril), que Israel dispõe de novas provas conclusivas da existência de um programa secreto iraniano, destinado a desenvolver armas nucleares.
*Editor do site RS Notícias
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