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 PATERE LEGEM QUAM IPSE FECIST

Neste último editorial de 2025, ano em que a -CORRUPÇÃO- se destacou como nunca no nosso empobrecido Brasil, compartilho o ótimo texto -PATERE LEGEM QUAM IPSE FECIST-, do advogado Félix Soibelman. Eis: - Contra Alexandre de Moraes devem ser aplicados todos os abusos e violações do devido processo legal que ele praticou. A esquerda, sem inteligência e cultura, como sempre, zurra.


SUPORTA A LEI QUE TU MESMO FIZESTE

- Na França , durante o reinado de Francisco I  (1515 a 1547) , o chanceler Guillaume Poyet veio a julgamento. Poyet havia sido o principal autor da Ordenança de Villers-Cotterêts, pela qual o acusado ficava privado da assistência de um advogado. No seu julgamento, no entanto, solicitou um advogado, o que foi negado pelos juízes que então lhe repetiram o famoso adágio "PATERE LEGEM QUAM IPSE FECIST, que significa -SUPORTA A LEI QUE TU MESMO FIZESTE-.  

ALEXANDRE FASCÍNORA DE MORAES

Alexandre de Moraes deveria ter contra si, agora, toda a legalidade transviada que ele mesmo criou, sem poder reclamar, como:


    - ter sua casa invadida e seu celular confiscado para praticar o fishing and expedition (coleta de pesca probatória);


    - ter a oportunidade de fazer delação premiada com um juiz lhe dizendo que seu filho e sua esposa serão presos se ele não confessar o que quer;


    - ter admitida contra si, como prova, uma "minuta" que nunca assinou, impressa por alguém do escritório de sua esposa, constituindo essa uma "prova cabal";


    - ficar preso sem acesso aos autos, por meses;


     - ter como provado seu comparecimento ao Banco Central para falar sobre o Master mesmo que se prove nunca viajou para São Paulo (aplicando a regra que criou com Filipe Martins);


    - ter determinado, contra si, como início de execução do crime de advocacia administrativa (art. 321 do CP), a simples conversa que tenha realizado com alguém;


    - ter todas as contas dele e do escritório de sua esposa bloqueadas;


    - ser impedido de se manifestar nas redes, dar entrevista e falar com qualquer um dos outros ministros;


     - ter seu passaporte bloqueado;


     - ser obrigado a usar tornozeleira eletrônica.   

MASTER, MORAES & CIA

Visitando as páginas da "Revista Fórum" e de conhecidos blogs/blogueiros de esquerda, poucas vezes vi tamanha concentração de burrice entre os comentaristas, no tocante à matéria sobre o Master, Moraes & Cia. A maioria deles acena com a ideia de que Alexandre prenderá todos, uns verdadeiros imbecis que não se dão conta do que estão falando. Ou seja, estão endossando claramente os desmandos pelos quais se converteu em normalidade que o próprio juiz denunciado seja aquele que vai promover o inquérito, acusar, e sentenciar, numa verdadeira aberração processual pela qual o STF decapitou o devido processo legal no curso da farsa pela qual promoveu um golpe de Estado Judicial, banindo dos institutos processuais a suspeição e afundando a imparcialidade que essencializa o papel do juiz.  Na Itália o tribunal caiu na gargalhada ao saber que ele mesmo, como juiz denunciado, seria o juiz a julgar Tagliaferro, o que, aliás, seria de fazer mesmo corar de rir qualquer tribunal sério.

PROVAS...

Amiúde entre essa classe de idiotas fala de "provas", agora exigindo todo rigor, dizendo que não há prova nenhuma, mas, como pudemos ver nos processos inquisitoriais que Alexandre comanda subvertendo o país nos desvãos do arbítrio, não passando tudo de condenação ensaiada, esse rigor probatório não teve lugar, havendo os despachos mais precários para dar-lhes subsistência. Já contra Lula tinham todas as provas , mas inventaram uma suspeição de Moro como forma de anular até mesmo os atos pré-processuais para que o prazo prescricional não tivesse sido interrompido, livrando-se Lula somente pela prescrição.


Ora, o que teria Viviane Barci a oferecer como bagagem intelectual para cobrar 129 milhões de reais num contrato de consultoria ao Banco Master?  É inevitável, perante a ausência de qualquer outro quesito justificador,  pensar que se tratava de venda da influência de seu esposo, convertido no homem mais poderoso do Brasil, integrante do órgão que dará a palavra final sobre qualquer questão legal envolvendo o Banco. Provas de reunião com Galípolo, presidente do BC, são secundárias. São consideradas como inexistentes as hipóteses meramente lógicas sobre fatos concretos, como, por exemplo, a hipótese de que um ser de outra dimensão tenha matado Kennedy. A ciência não tem como provar que não há seres de outra dimensão, mas a hipótese é irrelevante,  servindo apenas à consideração lógica, mas não real. Logo, utilizando o mesmo critério, qualquer outra hipótese que não fosse uso da influência de seu esposo é implausível.    

VIRAR O JOGO

Feliz entrada no Novo Ano, na velha e surrada expectativa de que, enfim, vamos virar o jogo...


Pontocritico.com

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