Ex-ministra da Suprema Corte do Chile é presa por corrupção e tráfico de influência

 


A ex-ministra da Suprema Corte do Chile, Ángela Vivanco, foi presa neste domingo (25), em Santiago, acusada de suborno, lavagem de dinheiro e tráfico de influência. A detenção está ligada ao escândalo de corrupção conhecido como “Boneca Bielorrussa” e ao chamado “Caso dos Áudios”. Após a prisão, Vivanco foi levada ao Centro de Justiça de Santiago, onde aguarda acusação formal.

Escândalos investigados

O caso ganhou repercussão em setembro de 2024, quando Vivanco se tornou a segunda ministra a ser destituída da Suprema Corte em 25 anos. Além dela, também foram acusados seu marido, Gonzalo Migueles, e os advogados Mario Vargas e Eduardo Lagos.

  • Boneca Bielorrussa: Vivanco teria recebido subornos da empresa Belaz Movitec SpA — formada pela chilena Movitec e pela bielorrussa Belaz — para favorecer a companhia em disputa judicial contra a estatal Codelco. As investigações apontam pagamentos de cerca de US$ 57 milhões (mais de R$ 300 milhões), feitos por meio de seu marido e sócio. Em decisão extraordinária, Vivanco reverteu sentença favorável à Codelco e determinou que US$ 25 milhões fossem pagos à Belaz Movitec.

  • Caso dos Áudios: envolve esquema de tráfico de influência liderado pelo advogado Luis Hermosilla, aliado do ex-presidente Sebastián Piñera, que articulava interesses de empresários, políticos e membros do Judiciário. Gravações sugerem que Hermosilla teria atuado para a indicação de Vivanco à Suprema Corte. Durante seu mandato (2018–2024), ela teria beneficiado o advogado em pelo menos dois processos.

Defesa e complicações

Vivanco nega todas as acusações e afirma que suas decisões foram tomadas com base em convicção jurídica e acompanhadas por maioria ou unanimidade dos demais juízes.

“Os casos em que julguei foram decididos com plena convicção. Nenhum deles foi decidido apenas por mim”, declarou.

Apesar disso, sua situação se agravou com os depoimentos de Gabriel Silber, ex-deputado envolvido no caso, que decidiu colaborar com o Ministério Público. Ele relatou que Vivanco teria sugerido a destruição de mensagens para evitar que viessem a público.

Contexto

A prisão de Vivanco aprofunda a crise institucional no Chile, marcada por escândalos que envolvem figuras do Judiciário e da política. O caso segue em investigação e deve ter novos desdobramentos nos próximos meses.

📌 Em resumo: Ángela Vivanco, ex-ministra da Suprema Corte chilena, foi presa acusada de corrupção e tráfico de influência, em meio a escândalos que envolvem empresários, advogados e políticos, mas afirma ser inocente e critica os vazamentos da investigação.

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