Supostos administradores do local relataram que dinheiro era contribuição para manter prédio em São Paulo
Supostos administradores do local relataram que dinheiro era contribuição para manter prédio em São Paulo | Foto: Nelson Almeida / AFP / CP
Apontado como liderança da invasão do prédio que ruiu, Ananias Pereira dos Santos prestou depoimento na noite desta sexta-feira. Mais cedo, em entrevista ao SBT, ele negou ter participado da invasão do edifício e disse que o valor cobrado dos moradores não era “aluguel”.
“Quem ocupou esse prédio foi o seu Valmir. Ele conversou com a gente e chamou para dar uma força para ele. Depois ele sumiu, e a gente começou a ajudar as famílias que estão lá”, afirmou. Segundo depoimento de Santos à polícia, a função de administrar o prédio era desempenhada por um grupo de mulheres.
Segundo ele, o valor pago pelos moradores não era de R$ 350, como as próprias famílias relataram, mas sim R$ 150. “E poucas pessoas pagavam. A gente arrumava a rede de esgoto, que sempre dava problema, trocava cano, comprava fio”, disse na entrevista. À polícia, Santos afirmou que só 30 das 118 famílias tinham condições de pagar.
Santos disse morar em uma casa alugada que está em nome de seu advogado e trabalhar com eventos. E negou que tenha sumido após o desabamento. Questionado se atuava como síndico, negou. “Síndico ganha salário. Eu não ganho nada. Qual a minha responsabilidade? Ajudar as pessoas é crime? Se for crime, pode me prender.”
Nesta sexta, também prestou depoimento Ricardo Luciano Lima, o Careca. Ele disse que considerava o prédio seguro por causa da manutenção feita pela coordenação. “É necessária uma contribuição para manutenção desses lugares, em qualquer lugar é necessário”, relatou. Lima disse que Ananias que cobrava as taxas e não sabia informar o valor arrecadado por mês.
Estadão Conteúdo e Correio do Povo
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