Jaques Wagner afirma que denúncias de corrupção na Bahia são infundadas

Ex-governador contestou acusação de ter recebido R$ 82 milhões

Ex-governador contestou acusação de ter recebido R$ 82 milhões | Foto: José Cruz / ABr / CP

Ex-governador contestou acusação de ter recebido R$ 82 milhões | Foto: José Cruz / ABr / CP

Apontado pela Polícia Federal como destinatário de R$ 82 milhões em propina e caixa 2, o ex-governador da Bahia Jaques Wagner (PT) afirmou que nunca recebeu pagamentos indevidos em toda a sua vida pública e classificou as denúncias contra ele como infundadas. "Minhas afirmações sempre foram categóricas. Eu não peço nem autorizo ninguém a pedir qualquer tipo de reciprocidade por obras feitas. Foi assim com a Fonte Nova na qual, infelizmente, a Polícia Federal está comprando uma versão de que houve superfaturamento", afirmou.

Wagner disse ainda não saber como a PF chegou à cifra de R$ 82 milhões: "Eu não sei de onde tiraram esse valor, e estranho que antes de a investigação chegar ao fim, alguém já se pronuncie nesses termos", frisou, ressaltando ter mais de quarenta anos de vida pública, sem manchas. "Fui governador por oito anos, e os empresários baianos são as minhas principais testemunhas", destacou.

Ele acusou a PF de não saber diferenciar uma PPP de uma obra pública e disse que "não existe superfaturamento em PPP". "O valor (do estádio) está entre os mais baixos entre os estádios da Copa de 2014." O secretário da Casa Civil, Bruno Dauster, afirmou que "estranhou" a inclusão de seu nome da operação. Em nota, ele pediu "um amplo esclarecimento o mais rápido possível."


Estadão Conteúdo e Correio do Povo


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