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Mostrando postagens com o rótulo por Jurandir Soares

Os refugiados e a Rússia, por Jurandir Soares

Os serviços secretos de Israel e dos Estados Unidos detectaram fortes indícios de uma mobilização militar da Rússia na Síria. Tanques T-90 e aviões de combate estariam fazendo parte dessa mobilização. O presidente russo, Vladmir Putin, não confirmou a presença, porém em um pronunciamento em Duchambe, capital do Tadjiquistão, ele defendeu uma estratégia de apoio a Bashar Al-Assad. Tanto Israel como os Estados Unidos e toda a Europa deveriam estar dando o maior apoio para a presença da Rússia na Síria, simplesmente porque Moscou estará lutando contra o Estado Islâmico, o grupo terrorista que apavora a região, que dominou áreas da Síria e do Iraque – formando ali o seu califado e o que é o principal responsável por esse enorme êxodo de refugiados em direção à Europa. Mas aí pode vir a contestação: a Rússia está ajudando o ditador Assad a se manter no poder. Pois que seja, porque se a situação da Síria é ruim com ele, se tornará muito pior sem ele. O Ocidente teve a ilusão de apoi...

O Brasil na ONU, por Jurandir Soares

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Durante sua passagem pela ONU, nesta semana, a presidente Dilma abordou três temas. Um deles sobre economia, admitindo que o modelo adotado pelo Brasil esgotou. E fez o mea culpa, dizendo que problemas internos contribuíram para as dificuldades atuais do país. Teve que admitir que nossos problemas não se devem somente à crise externa, conforme insistia. Outro tema foi o relacionamento com o meio ambiente, quando apresentou metas ambiciosas como o fim do desmatamento ilegal, a restauração e o reflorestamento de 12 milhões de hectares e a recuperação de 15 milhões de hectares de pastagens degradáveis. Mais: participação de 45% de fontes renováveis – eólica, solar e biomassa – na geração de energia. Com isto, segundo disse, o Brasil estaria dando sua imensa contribuição para a preservação do planeta. Um belo discurso “para inglês ver”, sabendo-se das limitações que existem no país, principalmente no que toca ao desmatamento e reflorestamento. Mas, enfim, vamos acreditar que, se metade d...

A sucessão de Cristina, por Jurandir Soares

Como Cristina Fernandez Kirchner não conseguiu mudar a constituição para concorrer a um terceiro mandato, os argentinos irão às urnas no próximo domingo, dia 25, para escolher o seu sucessor. E, por incrível que pareça, com todo o desgoverno de Cristina, o candidato apoiado por ela está na frente nas pesquisas de opinião. É Daniel Scioli, governador da província de Buenos Aires que concorre pela Frente para a Vitória. Seu principal opositor é o ex-prefeito de Buenos Aires Maurício Macri, que concorre pelo Mudemos. A terceira força é Sérgio Massa, do Unidos para uma Nova Argentina. As mais recentes pesquisas indicam Scioli com entre 38 e 41% dos votos, incluindo os indecisos. Macri com 30% e Massa com 24%. Os outros três concorrentes não chegam a pontuar 4%. Para vencer no primeiro turno é preciso alcançar 45% dos votos ou 40% com uma diferença de 10% para o segundo colocado. O detalhe é que Scioli, apesar de ser o candidato governista, afirma que fará um governo diferente do de C...

A Europa e os imigrantes, por Jurandir Soares

A Europa está sendo inundada por imigrantes, Só neste ano já são cerca de 360 mil, segundo números da Acnur, a agência da ONU para refugiados. Deste contingente, 170 mil entregaram pela Grécia, justo o país da região que atravessa a maior crise. Essa leva extraordinária de imigrantes está fomentando a xenofobia. Manifestações têm sido realizadas pelo mais diversos países, com ênfase para os adeptos do Partido Nacional, fundado por Le Pen na França, e aos movimentos neonazistas na Alemanha. A chanceler Angela Merkel teve de ocupar os meios de comunicação em uma conclamação aos alemães para que não reagissem com hostilidades perante os imigrantes. Isso porque os violentos protestos têm sido registrados pelo país. Segundo funcionários do governo alemão, ao menos 202 ataques contra abrigos de refugiados ocorreram no primeiro semestre. Essa gente busca abrigo e uma nova vida na Europa enfrenta as mais diversas agruras ao longo de seu trajeto. Uma boa parte acaba morrendo pelo caminho,...

Alemanha e Brasil, por Jurandir Soares

A passagem da primeira-ministra alemã Angela Merkel pelo Brasil foi meteórica, mas suficiente para provocar várias indagações sobre o relacionamento entre os dois países. Começo pelo fato de Merkel vir acompanhada de sete ministros, o que dá uma importância para as relações. Afinal, tratam-se da quarta e da sétima economias do mundo. E aqui estão instaladas cerca de 1,4 mil empresas alemãs, do porte de uma Volkswagen, Mercedes-Benz, Siemens, Basf, etc. Esse relacionamento, em números, é marcado por 13,8 bilhões de dólares em exportações da Alemanha para o Brasil e 6,6 bilhões de dólares daqui para lá – dados são de 2014. A Alemanha é nosso quarto parceiro comercial, porém, estamos com um grande desequilíbrio na balança comercial. Hora, portanto, de aproveitar a alta do dólar e exportar mais para o parceiro europeu. Sem desprezar as relações comerciais, a pauta de Merkel veio mais focada em três temas: mudanças climáticas, cooperação em cibersegurança e reforma do Conselho de Segu...

Venezuela imita Cuba, por Jurandir Soares

Thomas A. Shannon que foi embaixador dos Estados Unidos no Brasil e hoje é conselheiro do Departamento de Estado, revelou que seu país e a Venezuela vêm desenvolvendo negociações secretas com vistas a uma reaproximação – algo que se contrapõe às posições abertas de antagonismo que são mantidas pelos dois governo. Basta lembrar que, em março, Obama emitiu um decreto considerando a Venezuela uma ameaça à segurança dos EUA. De sua parte, o governo de Nicolás Maduro, assim como já fazia Hugo Chávez, atribui tudo de ruim que acontece no país ao “imperialismo ianque”. Apesar das discordâncias políticas, a Venezuela continuou vendendo seu petróleo para os americanos, que consomem cerca de 15% da produção venezuelana. O fato de a Venezuela bolivariana estar buscando uma reaproximação com Washington se deve fundamentalmente, ao que está acontecendo com Cuba. À medida que o regime dos Castro se abre para um novo e promissor relacionamento com os Estados Unidos, o chavismo vai perdendo o se...

Islamofobia, por Jurandir Soares

Estaria a ação dos terroristas contra o jornal Charlie Abdo inserida naquilo que Samuel Huntington chamada de “o choque de civilizações”? Afinal, o que se presencia hoje na Europa é uma crescente aversão aos integrantes. E, em especial, anos de religião muçulmana. A Alemanha fora palco há alguns dias de manifestações nesse sentido. Na contrapartida, no entanto, aconteceram passeatas de repúdio a essas marchas. Afinal, os alemães não querem reviver o fantasma da intolerância que vigorou durante o regime nazistas. A França sempre se destacou por ser o país da tolerância e da liberdade de expressão. Foi com base nisso que abriu suas fronteiras aos enormes contingentes de refugiados das guerras que proliferam-se pelo mundo árabe e pela África. Um contingente que hoje forma um percentual significativo da população, a ponto de o escritor Michel Houellebecq estar prevendo no seu romance “Submissão”, que em 2022 a França será governada por um muçulmano. Tal previsão aguça a Islamofobi...

Cristianismo, por Jurandir Soares

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Tecnologia vai auxiliar vítimas de violência doméstica

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    Metrô de Porto Alegre avança     Charge do Correio do Povo – 21.12.2014     Aécio terá acesso a dados de rede     Ex-gerente depõe e relata ameaças     Lista de delator freia reforma ministerial   Relação com Câmara preocupa governo     Analistas observam “momento tenso”       Reflexões sobre o Natal   Maduro critica sações ao país     O reatamento, por Jurandir Soares  

Copa do Mundo não melhorou imagem do Brasil no exterior, aponta índice britânico

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Entre 50 nações avaliadas pela força mundial, País aparece em 21º lugar em 2014 Copa do Mundo não melhorou imagem do Brasil no exterior, aponta índice britânico | Foto: Pedro Ugarte / AFP / CP Mesmo depois da Copa do Mundo, o Brasil perdeu posição no índice britânico Anholt-GfK de Marcas das Nações (NBI, sigla em inglês), divulgado na última semana. Ficou em 21º lugar em 2014, entre 50 nações avaliadas pela força mundial, caindo uma posição em relação ao ano passado. O NBI entrevistou mais de 20 mil pessoas em 20 países para conhecer suas percepções sobre as 50 nações presentes no ranking. As entrevistas foram conduzidas entre 10 e 28 de julho deste ano (a Copa do Mundo terminou no dia 13 de julho). O diretor do Índice, Xiaoyan Zhao, disse que “ a pesquisa foi feita em países desenvolvidos e em desenvolvimento que desempenham importante e diverso papel nas relações internacionais, nos negócios, no turismo e nas atividades culturais. Eles foram selecionados na Europa, América do Norte...