Governo atrasa repasses do plano de proteção do emprego, dizem empresas
por RAQUEL LANDIM As empresas participantes do PPE (Programa de Proteção do Emprego), plano que visa a preservação de postos de trabalho, relatam atrasos de até três meses no pagamento da contrapartida paga pelo governo federal. A Folha conversou com dez companhias beneficiadas pelo programa e todas —de grande, médio ou pequeno porte— disseram sofrer com o mesmo problema. O Ministério do Trabalho nega atrasos e diz que, em algumas situações, as empresas é que não entregaram a documentação no prazo. Criado em julho, o PPE já teve a adesão de 89 empresas e envolveu 52.876 funcionários. Se pago em dia, o subsídio chega a R$ 145 milhões. Para evitar demissões, o PPE prevê que empresas e sindicatos cheguem a um acordo de redução de salário e carga horária de até 30% por alguns meses. Se o acordo é aprovado pelo Ministério do Trabalho, o governo oferece um subsídio. Metade da redução salarial é bancada pelo governo, por meio do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalho), no limite de até R$ 90...