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A insustentável desonestidade intelectual

Kátia Abreu Sábado, 17/05/14 Poucos temas têm se prestado tanto à ação dos predadores da inteligência como a questão ambiental Os sofistas, na Grécia Antiga, valiam-se de técnicas de argumentação em que o que menos importava era a verdade. Importava vencer a discussão. Para tanto, desenvolveram a erística, expediente baseado na habilidade verbal e na acuidade de raciocínio, manejadas de modo a confundir o interlocutor. É bem verdade que o truque só funcionava com gente menos preparada, que, ontem como hoje, corresponde à maioria dos que ocupam os espaços públicos de debate. Sócrates, Platão e Aristóteles não caíam nessa armadilha. Mas quantos desses dispomos? No curso do tempo, o termo sofisma passou a designar uma mentira com aparência de verdade, que se serve de premissa falsa, tida por demonstrada (mesmo não tendo sido). A partir dela, possibilita a construção de raciocínios lógicos, que lhe dão aparência de realidade. Essa técnica foi resumida, em seu conteúdo moral...