O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, decidiu nesta terça-feira (30) manter a prisão preventiva de Alan Diego dos Santos Rodrigues, condenado por instalar uma bomba no eixo de um caminhão-tanque estacionado próximo ao Aeroporto Internacional de Brasília, em 24 de dezembro de 2022.
⚖️ Decisão judicial
Na decisão, registrada na Petição 12445, Moraes destacou o risco concreto de que o réu volte a cometer crimes caso seja solto. O ministro lembrou que Alan Diego fugiu de Brasília logo após o atentado frustrado e só foi preso em junho de 2025, em Mato Grosso.
“Há fortes e graves indícios do risco concreto da reiteração delitiva e à aplicação da lei penal, em razão da fuga após a prática dos crimes”, escreveu.
Moraes ressaltou ainda que não há fatos novos que justifiquem a revogação da prisão preventiva. Em outubro, ele já havia negado pedido de soltura feito pela defesa.
🚨 Contexto do caso
Alan Diego está preso desde junho por decisão do STF, após denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) pelos crimes de:
tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito,
golpe de Estado,
associação criminosa armada.
Outros dois envolvidos no episódio da bomba são:
Wellington Macedo de Souza, blogueiro condenado a 6 anos de prisão por planejar o atentado e dar carona a Alan;
George Washington de Oliveira Sousa, que admitiu ter comprado explosivos e munições para a ação.
📜 Condenação anterior
Em maio de 2023, a 10ª Vara Federal do Distrito Federal condenou Alan Diego e outros dois acusados a 5 anos e 4 meses de prisão em regime fechado pelos crimes de explosão e incêndio.
Posteriormente, o caso foi remetido ao STF para análise de crimes contra o Estado Democrático de Direito. Em dezembro de 2025, a Primeira Turma da Corte decidiu, por unanimidade, tornar Alan réu por crimes mais graves, incluindo tentativa de golpe de Estado e associação criminosa armada, aceitando a denúncia da PGR.
Fonte: Correio do Povo

Nenhum comentário:
Postar um comentário