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IGP finaliza reconstituição do caso de agricultor morto em Pelotas

 Trabalho havia sido suspenso na última semana devido a divergências de horário entre a família de Marcos Nörnberg e o IGP



A reconstituição do caso do agricultor Marcos Nörenberg foi concluída na noite desta segunda-feira, em Pelotas. O trabalho havia sido suspenso na última semana, após divergências de horários, entre a família e o Instituto Geral de Perícias (IGP). Pouco antes das 17h, a viúva do produtor rural, Raquel Motta Nörnberg chegou, junto com a filha Fernanda Motta, a sede da Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa. No local, ela prestou um novo depoimento à cinco agentes do IGP que estavam no município para a reconstituição. Na sequência, os trabalhos começaram a ser realizados no local onde o agricultor morreu.


A delegada Walquiria Meder projetava que o trabalho seria mais rápido do que o realizado na última semana, quando 10 dos 18 policiais militares envolvidos na ocorrência que resultou na morte do agricultor tiveram suas versões reconstituídas. Naquela oportunidade, o trabalho atravessou a madrugada, mas desta vez a reconstituição durou quase duas horas.


Reconstituição foi pedido da Polícia Civil


A reconstituição foi uma solicitação da Polícia Civil, que segue investigando o caso. Ainda não há uma data para a conclusão do trabalho investigativo do IGP sobre a reconstituição e das investigações da Polícia Civil. Raquel lembra que há duas versões que serão confrontadas com dados técnicos, como as imagens das câmeras de video-monitoramento do local, por exemplo. Ela afirma que terminou esta segunda-feira triste, mas com esperança.


"Durante o depoimento consegui falar tudo que aconteceu, e eles foram bem respeitosos, tiveram muito cuidado comigo. Foi uma noite bem difícil e eu espero que esta tenha sido uma das últimas vezes que vou passar por isto na minha vida. A reconstituição foi muito mais difícil do que imaginei", avalia.


Raquel afirma que mesmo tudo tendo transcorrido de forma muito respeitosa e com muito cuidado, a dor é indescritível. "Foi como se tivesse vivido tudo aquilo de novo. É necessário, e eu quero seguir tendo esperança e fé que tudo vai acabar de uma maneira correta. Eu tinha medo de não conseguir falar o que ocorreu, demonstrar como foi, mas eu consegui por mais complicado que seja. Superei. Agora é aguardar o resultado desta reprodução, da investigação da Polícia Civil e revisão do relatório da Corregedoria da Brigada Militar", finaliza.

Correio do Povo

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