O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, denunciou neste sábado (2) que as recentes ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atingiram um patamar de perigo sem precedentes e conclamou a comunidade internacional a reagir. A reação de Havana ocorre após Trump discursar na Flórida sugerindo que um porta-aviões americano poderia fazer escala na ilha "de volta do Irã" como parte de uma estratégia para retomar o controle do país. Díaz-Canel afirmou que o povo cubano está decidido a defender sua soberania e que qualquer tentativa de intervenção militar servirá apenas para satisfazer interesses de grupos influentes da diáspora cubana no exílio. A tensão diplomática escalou drasticamente desde o início do ano, com Washington impondo um rígido bloqueio petrolífero e endurecendo sanções econômicas sob a justificativa de que a ilha representa uma "ameaça extraordinária" à segurança nacional dos EUA. Na sexta-feira, o governo cubano mobilizou uma marcha de protesto em frente à embaixada americana, contando com a presença histórica de Raúl Castro, de 94 anos, reforçando a postura de resistência do regime frente à política de pressão máxima da Casa Branca.

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