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Vedação e sistemas de segurança protegem carros elétricos em alagamentos, mas especialistas alertam para oxidação

 


O crescimento da frota de veículos elétricos nas cidades brasileiras trouxe à tona dúvidas sobre a segurança desses modelos em situações de enchentes. Segundo o tenente-coronel Willian Leal Nunes, do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, os riscos imediatos são muito semelhantes aos dos veículos a combustão: perda de aderência e possibilidade de flutuação. No entanto, o especialista esclarece que o temor comum de choques elétricos ou explosões imediatas não encontra respaldo na engenharia desses automóveis, que são projetados com baterias isoladas e sistemas de monitoramento em tempo real.



Diferente dos motores a combustão, os elétricos não correm o risco de "calço hidráulico" (quando o motor aspira água), e o peso elevado das baterias no chassi ajuda o veículo a manter melhor o contato com o solo. Em termos de segurança elétrica, o sistema funciona de forma análoga a um disjuntor inteligente: qualquer fuga de energia ou variação térmica anormal detectada pelos sensores provoca o corte automático e instantâneo do fluxo de eletricidade, isolando a bateria e protegendo os ocupantes.

Apesar da robustez tecnológica, o perigo reside no pós-enchente, especialmente em casos de exposição à água salgada ou contaminada. O contato prolongado com agentes corrosivos pode oxidar o compartimento metálico da bateria, comprometendo a vedação a longo prazo. Especialistas advertem que danos internos podem evoluir silenciosamente mesmo após o veículo aparentar estar seco e funcionando, tornando indispensável uma revisão técnica detalhada sempre que o automóvel enfrentar níveis elevados de água ou submersão parcial.

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