Presidente estadual, Valdeci Oliveira, convoca executiva para "aparar arestas" após retirada da pré-candidatura de Edegar Pretto; PDT confirma alinhamento total com a reeleição de Lula.
PORTO ALEGRE – O diretório estadual do Partido dos Trabalhadores no Rio Grande do Sul iniciou o processo de transição para cumprir a determinação vinda de Brasília. Em entrevista à Rádio Guaíba, o presidente estadual da sigla, Valdeci Oliveira, foi enfático ao reconhecer a autoridade da cúpula nacional: “O estatuto diz claramente que quem manda é a nacional. A decisão está tomada e será cumprida”.
Rito de transição e "gestão de crise"
Para evitar a paralisia da militância e organizar a base após a desistência forçada de Edegar Pretto, Valdeci convocou uma reunião da executiva para esta sexta-feira (10), às 9h30. O objetivo é duplo:
Diminuir arestas: Tratar o descontentamento interno pelo método "de cima para baixo" utilizado pela direção nacional.
Viabilizar a concertação: Unificar o discurso em torno de Juliana Brizola (PDT) para evitar que o racha beneficie candidaturas de direita no estado.
"Reconheço que houve algum equívoco no método nos últimos dias, mas não vamos entrar na eleição de braços cruzados. A divisão só interessa aos nossos adversários", pontuou Valdeci.
PDT: Alinhamento total com Lula
A decisão do PT nacional destravou, também, o posicionamento do PDT gaúcho no cenário presidencial. Segundo o presidente estadual dos pedetistas, Romildo Bolzan Júnior, a aliança local consolida o apoio da sigla à reeleição do presidente Lula.
Até então, Juliana Brizola mantinha uma postura reservada quanto ao palanque nacional. Agora, com a oficialização do apoio petista à sua pré-candidatura, ela e o PDT passarão a defender o nome de Lula "definitivamente e na plenitude" durante a campanha.
Próximos passos da aliança
A primeira reunião oficial entre as cúpulas do PT e do PDT deve ocorrer apenas na próxima semana, após Valdeci Oliveira concluir os ritos internos com a executiva e o diretório estadual. O desafio imediato será converter a frustração da militância pró-Pretto em engajamento real para a nova chapa de centro-esquerda.

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