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PSol intensifica ofensiva contra possível intervenção no PT do RS e mantém apoio a Edegar Pretto

 


O PSol decidiu agir de forma unificada e pública para defender a manutenção da pré-candidatura de Edegar Pretto (PT) ao governo do Rio Grande do Sul. O partido, que integra a coalizão de esquerda com vaga ao Senado, reforça que não apoiará uma chapa encabeçada pelo PDT e já se prepara para lançar candidatura própria caso o PT seja obrigado a recuar.A crise no PT gaúcho ganhou força após a direção nacional do partido pressionar o diretório estadual para que abra mão da candidatura própria e apoie Juliana Brizola (PDT). Diante da ameaça de intervenção, o PSol tem se manifestado em bloco contra a medida.O vereador Pedro Ruas, principal nome cotado para disputar o Palácio Piratini pelo PSol caso Pretto seja retirado da disputa, foi taxativo nesta segunda-feira (6):“Nossa posição é apoiar o Edegar até o último segundo. Ele é o nosso candidato. Mas se cometerem essa violência, vamos ter candidatura. Quero assinalar ainda que o RS sem uma candidatura de esquerda nunca houve. Respeitamos o PDT, respeitamos o entendimento da direção nacional do PT, mas não vamos apoiar e integrar uma chapa que tenha o PDT na cabeça”, declarou.Ruas criticou a trajetória recente do PDT, que integrou os governos de José Ivo Sartori (MDB) e Eduardo Leite (PSD), e lembrou que os pedetistas não participaram das longas negociações que resultaram na aliança entre PT, PCdoB, PV, PSol e Rede — coalizão que agora conta também com o PSB.“Nosso acordo é apoiar Edegar Pretto. Ficamos um ano debatendo e chega alguém dizendo para tirar o candidato, tirar o partido e colocar outro que vem do governo Leite. Não é assim que se constrói uma aliança”, afirmou.A ofensiva pública do PSol começou na quinta-feira (2), após o coordenador da campanha de Juliana Brizola, ex-deputado Vieira da Cunha, defender que a decisão sobre a candidatura petista cabe à direção nacional.O presidente do PSol de Porto Alegre, vereador Roberto Robaina, foi um dos primeiros a se manifestar, criticando a postura do PDT e afirmando que parte dos deputados pedetistas não faria campanha para Lula. Robaina considerou que a intervenção serviria indiretamente ao vice-governador Gabriel Souza (MDB), pré-candidato da situação.Na sequência, a deputada federal Fernanda Melchionna reforçou o posicionamento em vídeo, destacando que o PDT “não tem acúmulo programático construído” e que a imposição da direção nacional já configura, na prática, uma intervenção. “Vamos ter que apresentar uma alternativa. Temos bons nomes, como o companheiro Pedro Ruas”, disse.Nesta segunda-feira, os partidos da aliança em torno de Edegar Pretto realizam uma plenária para reforçar o repúdio à possível intervenção do comando nacional do PT.

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