O esporte brasileiro perdeu nesta sexta-feira (17) um de seus maiores ídolos. Oscar Schmidt, conhecido como “Mão Santa”, faleceu aos 68 anos após ser internado às pressas em decorrência de um mal-estar.
Natural de Natal (RN), Oscar iniciou sua carreira profissional no Palmeiras em 1975 e passou por clubes como Sírio, Juvecaserta, Pavia, Forum Valladolid, Corinthians, Bandeirantes, Mackenzie/Microcamp e Flamengo. Apesar da longa carreira em clubes, foi com a seleção brasileira que se consagrou como uma lenda do esporte.
· Participou de quatro Copas do Mundo e cinco Olimpíadas.
· É até hoje o maior pontuador da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos.
· Foi incluído no Hall da Fama da FIBA, mesmo sem nunca ter jogado na NBA.
O auge de sua trajetória pela seleção ocorreu em 1987, nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis. Liderando o Brasil, Oscar comandou a vitória histórica sobre os Estados Unidos por 120 a 115, resultado que marcou definitivamente sua carreira.
Oscar Schmidt deixa um legado incomparável para o basquete brasileiro e mundial. Ídolo dentro e fora das quadras, será lembrado como o maior nome do basquete nacional e uma referência global no esporte.
Oscar Schmidt mantém recordes olímpicos e legado histórico
O ex-jogador brasileiro Oscar Schmidt, falecido nesta sexta-feira (17) aos 68 anos, deixou marcas históricas no basquete mundial que ajudam a dimensionar sua importância para o esporte.
· Até abril de 2024, era o maior cestinha da história do basquete, com 49.737 pontos, marca superada por LeBron James.
· Maior pontuador da história das Olimpíadas: 1.093 pontos em cinco edições (1980, 1984, 1988, 1992 e 1996).
· Maior número de pontos em uma única partida olímpica: 55 contra a Espanha nos Jogos de Seul-1988.
· Cestinha em três Olimpíadas consecutivas: Seul-1988, Barcelona-1992 e Atlanta-1996.
· Maior média de pontos por jogo em uma edição olímpica: 42,3 pontos em Seul-1988.
· Maior cestinha da história da seleção brasileira: 7.693 pontos.
· Na Itália, foi cestinha em 7 das 11 temporadas disputadas e é o segundo maior pontuador da Liga Italiana, com 13.957 pontos.
Oscar liderou a histórica conquista do Brasil nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, quando a seleção derrotou os Estados Unidos por 120 a 115. Apesar de nunca ter conquistado medalha olímpica, sua trajetória é marcada por feitos raros e recordes que permanecem até hoje.
Mesmo sem passagem pela NBA, Oscar é considerado um dos maiores jogadores de todos os tempos, reverenciado por estrelas internacionais e eternizado no Hall da Fama da FIBA.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prestou homenagem nesta sexta-feira (17) ao ex-jogador de basquete Oscar Schmidt, que faleceu aos 68 anos. Em publicação no X, Lula destacou o legado do “Mão Santa” como exemplo de obstinação, talento e amor à camisa da seleção brasileira.
“Oscar Schmidt, o ‘Mão Santa’, foi o maior ídolo da história do basquete brasileiro e um dos maiores cestinhas da modalidade. Exemplo de obstinação, talento e de amor à camisa da Seleção”, escreveu o presidente.
Lula ressaltou ainda que Oscar uniu o País com seus “arremessos incríveis e liderança indiscutível”, lembrando a vitória histórica do Brasil sobre os Estados Unidos nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis.
O triunfo de 1987 marcou a primeira derrota dos norte-americanos em casa em jogos oficiais e a primeira vez que sofreram mais de 100 pontos em uma partida. Para Lula, a dedicação de Oscar elevou o nome do Brasil e inspirou gerações de atletas e amantes do esporte.
“Neste momento de pesar, deixo minha solidariedade à família, aos amigos e à legião de fãs que ele conquistou no esporte”, concluiu.
Oscar Schmidt morreu em Santana do Parnaíba (SP), após sofrer uma parada cardiorrespiratória em sua casa, em Alphaville. Ele deixa a esposa, Maria Cristina, e os filhos Felipe e Stephanie. O velório será restrito aos familiares.
Além da carreira esportiva, Oscar também tentou ingressar na política em 1998, quando concorreu ao Senado por São Paulo, mas foi derrotado por Eduardo Suplicy.
Alckmin decreta luto oficial por morte de Oscar Schmidt
O presidente em exercício Geraldo Alckmin (PSB) decretou luto oficial de três dias pela morte de Oscar Schmidt, maior nome do basquete brasileiro, falecido nesta sexta-feira (17) aos 68 anos. A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).
Logo após o anúncio da morte, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que está em viagem à Espanha, prestou homenagem ao ex-jogador nas redes sociais. Lula destacou que Oscar foi “o maior ídolo da história do basquete brasileiro” e um exemplo de obstinação, talento e amor à camisa da seleção.
“Oscar Schmidt, o ‘Mão Santa’, foi o maior ídolo da história do basquete brasileiro e um dos maiores cestinhas da modalidade. Exemplo de obstinação, talento e de amor à camisa da Seleção”, declarou Lula.
Oscar Schmidt morreu em Santana do Parnaíba (SP), após sofrer uma parada cardiorrespiratória em sua casa, em Alphaville. Ele chegou ao Hospital Municipal Santa Ana já sem vida. O velório será restrito aos familiares.
O ex-jogador deixa a esposa, Maria Cristina, e os filhos Felipe e Stephanie.
A morte de Oscar Schmidt representa uma grande perda para o esporte brasileiro, que reconhece nele uma lenda do basquete e inspiração para gerações.



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