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Keiko Fujimori promete endurecer imigração e estreitar laços com Trump

 


Lima – 11 de abril de 2026 – A candidata favorita nas eleições presidenciais do Peru, Keiko Fujimori, afirmou que pretende expulsar imigrantes em situação irregular e fortalecer relações com os Estados Unidos, caso seja eleita. Em entrevista à AFP, a filha do ex-presidente Alberto Fujimori destacou que seu plano de governo inclui medidas duras contra a criminalidade e maior aproximação com líderes de direita da América Latina.

Principais propostas

  • Imigração: expulsão de estrangeiros sem documentos, especialmente venezuelanos, que somam 1,6 milhão no país.

  • Segurança: envio de militares às prisões e instalação de tribunais com “juízes sem rosto”, medida polêmica usada no governo de seu pai.

  • Economia: incentivo a investimentos americanos e alinhamento com Donald Trump para reduzir a influência da China, que já investiu cerca de US$ 29 bilhões no Peru entre 2005 e 2025.

  • Política externa: integração à onda de governos conservadores na região, ao lado de Javier Milei (Argentina), José Antonio Kast (Chile), Daniel Noboa (Equador) e Rodrigo Paz (Bolívia).

Contexto eleitoral

  • Keiko concorre pela quarta vez à presidência, após derrotas em 2011, 2016 e 2021.

  • Com cerca de 15% das intenções de voto, segundo pesquisas divulgadas antes da eleição, deve disputar o segundo turno em junho.

  • Entre os 35 candidatos estão o comediante Carlos Álvarez, o empresário Ricardo Belmont, o político de centro Roberto Sánchez e Rafael López Aliaga, ex-prefeito de Lima.

Legado e crise política

O nome Fujimori continua a dividir o país. Alberto Fujimori, morto em 2024, é lembrado por derrotar a guerrilha Sendero Luminoso, mas também condenado por violações de direitos humanos e corrupção. Keiko afirma que pretende superar o legado do pai e promete governar com mais diálogo, em meio a uma década marcada por oito presidentes diferentes, quatro deles destituídos pelo Parlamento.

👉 Mais de 27 milhões de peruanos irão às urnas neste domingo para escolher o novo presidente e, pela primeira vez desde 1990, deputados e senadores, encerrando o modelo de Congresso unicameral.

Nota: Os resultados oficiais da eleição ainda não foram divulgados; pesquisas apenas indicam Keiko Fujimori como favorita para chegar ao segundo turno.

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